O deputado Beto Mansur (PRB-SP), leu, nesta quinta-feira (3), o pedido de impeachment protocolado na Casa contra a presidenta Dilma Rousseff. Com citações repetidas de leis e ilações sobre a Operação Lava Jato, a política econômica do governo e até o “temperamento centralizador” de Dilma, o documento procura mostrar consistência, mas acaba por confirmar os argumentos de que o pedido não tem fato determinado. A leitura, iniciada pouco depois das 14:06 hs, terminou somente às 17:14 hs.
O tempo corre contra a democracia. A hora é de união e luta de todos os democratas, de todos aqueles que, para além de suas opções partidárias, ou mesmo da avaliação que tenham do governo Dilma, coloquem a defesa da democracia como a questão fundamental do país.
Por Adalberto Monteiro*
O PCdoB indicará a líder do partido na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), como membro titular da comissão especial que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa. Com uma bancada de 10 deputados, o partido terá direito a uma vaga no colegiado.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta quinta-feira (3) que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não tem legitimidade para aceitar pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e afirmou que Dilma “pode contar” com a legenda.
A manhã dessa quinta-feira (3) foi marcada por um grande ato organizado pelo PCdoB-BH em defesa da democracia e do mandato da presidenta Dilma.
Após a aceitação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), nesta quarta-feira (2), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, disse à Folha de S. Paulo que a Suprema Corte terá de se pronunciar sobre o processo pois "haverá judicialização [do impeachment] com provável impugnação em mandado de segurança".
Os governadores dos estados da região Nordeste do Brasil se manifestaram sobre a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), de aceitar a abertura de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Em nota, os governadores repudiaram a abertura, que consideram uma “absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional”.
De mãos dadas com Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o candidato derrotado nas urnas e senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, não esconde o entusiamo nem as pretensões dos tucanos diante da ação do presidente da Câmara de acolher o pedido de abertura do impeachment.
A Federação Única dos Petroleiros protestou nesta quinta (2) contra a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) aceitar pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma. A nota classifica a ação como uma “tentativa de golpe contra a democracia brasileira”.
Leia abaixo a nota na íntegra
O Brasil desperta nesta quinta impactado pelo absurdo da sua situação política. A população do país vinha assistindo nos últimos dias, em inúmeras entrevistas, o esforço do presidente da Câmara para explicar sua riqueza não declarada, depositada no exterior, riqueza essa vinda duma tal de carne moída.
Por Jô Moraes*
O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que aceitou o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (2). O Mandado de Segurança questiona a falta de notificação da presidenta para que apresentasse defesa prévia.
Repercutiu com muito destaque nos sites dos principais jornais da Europa nesta quinta-feira (3) a abertura de um pedido de impedimento contra a presidenta Dilma Rousseff, aprovado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A maioria dos diários defendeu a chefe de Estado e se posicionou contra a possibilidade de Dilma deixar o cargo.