Em entrevista publicada no site da CUT, o filho do ex-presidente Jango, João Vicente Goulart, identifica semelhanças da conjuntura política atual com as que antecederam o golpe de 1964, que depôs o então presidente Jango, e defende a formação de uma grande frente nacional contra o retrocesso.
Três dias depois de iniciada, a “onda” criada a partir do boato – publicado pela Folha – de que o ex-presidente Lula estaria fazendo sondagens para uma conversa entre Dilma e Fernando Henrique Cardoso, produziu-se o que qualquer pessoa de bom-senso sabia que iria se produzir.
Por Fernando Brito*, no Tijolaço
Em entrevista ao jornalista Isaías Dalle, do Portal da CUT, o renomado jurista Dalmo Dallari afirma estar tranquilo sobre o cenário político brasileiro. Para ele, não há embasamento para golpe ou impeachment. "A minha conclusão é que não existe risco porque não há interesse. Não há uma só força, uma corrente, interessada na suspensão da ordem constitucional formal". Seguro, Dallari ainda sugere retirar a palavra impeachment da pauta.
Em entrevista ao Justificando, o presidente da Associação Juízes pela Democracia, André Bezerra, falou sobre as tentativas de justificar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para ele, não há dúvidas: impeachment sem fundamento é golpe.
Com o aumento das especulações sobre eventual ação da Lava Jato contra políticos investigados, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também elevou o tom de suas declarações contra o governo da presidenta Dilma e o PT.
Nossa consciência e o livre arbítrio rejeitam embargos a qualquer opção. O instinto de sobrevivência, porém, nos aconselha a evitar a utilização abusiva de certas alternativas, que com a repetição perdem o caráter nefasto e acabam por se tornar possíveis, até palatáveis. A frequência torna tudo barato, banal, admissível, natural.
Por Alberto Dines*, no Observatório da Imprensa
“Tratamos do Código de Processo Civil”, justificou o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quando questionado sobre a pauta da reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e com o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP).
Diante da escancarada articulação golpista em curso, os tucanos não querem assumir publicamente a responsabilidade pelas manobras antidemocráticas. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que até pouco tempo dizia que queria ver a presidenta Dilma Rousseff “sangrar”, mudou repentinamente o tom de seu discurso.
O vice-presidente da República, Michel Temer disse nesta segunda-feira (6) que a presidente Dilma Rousseff está "tranquila" com as movimentações da oposição sobre um possível impeachment, e que considera isso "algo impensável"; Temer disse que continua na articulação política do governo e rebateu a declaração do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que afirmou na convenção do PSDB nesse domingo (5) que o governo da presidente Dilma poderia chegar ao fim "talvez mais breve do que imaginam".
Por qual critério uma contribuição a Aécio é considerada legal, enquanto uma feita à Dilma, menor, é tipificada como propina?
Por Jeferson Miola*, na Carta Maior
O impeachment é a tentativa de anular, por via legislativa, pelo voto de 513 deputados e 81 senadores, os resultados das eleições de novembro de 2014 que refletiram a vontade da maioria do povo brasileiro ao reeleger a presidenta Dilma Rousseff, por 53 milhões de votos.
Um minguado grupo de andarilhos pró-impeachment do denominado Movimento Brasil Livre chegou ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (27), em Brasília. A caminhada que saiu de São Paulo e, até está terça (26), não reunia mais de 40 pessoas, contava com quatro carros de som que fecharam três das seis faixas do Eixo Monumental.