A estudante de medicina Ana Luiza Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), denunciou, em seu perfil no Facebook, as ofensas sofridas após discurso realizado durante a cerimônia de dois anos do Programa Mais Médicos, em Brasília. Luiza falou sobre as transformações que a educação provocou na sua vida, a partir da oportunidade de estudar medicina por políticas públicas do governo Dilma Rousseff.
O Programa Mais Médicos é muito conhecido em decorrência de sua agenda emergencial. Havia a necessidade de provimento de profissionais brasileiros e estrangeiros (sobretudo os cubanos, aos quais muito agradecemos) em regiões onde não havia médicos. Ressalta-se: não só no interior, mas em todas as capitais do Brasil. Nessas cidades, a presença de um profissional da saúde faz a diferença entre a vida e a morte.
Por Renato Janine Ribeiro*
Durante cerimônia de comemoração de 2 anos do programa Mais Médicos, nesta terça-feira (4), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que a consolidação do programa abre caminho para a implantação do Mais Especialidades. “É o segundo passo, que faremos. É mais complexo, mas nós conseguimos hoje uma ação sistêmica que vai permitir da consistência ao Mais Especialidade”, disse ela.
Durante evento no Palácio do Planalto em comemoração aos dois anos do Programa Mais Médicos, nesta terça-feira (4), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o programa engrandece o seu governo. Durante o evento foi anunciada a criação de mais 3 mil bolsas de residência médica no país, sendo que 75% dessas vagas são para ampliar a formação de médicos especialistas em medicina geral de família e comunidade.
O governo anunciou nesta terça-feira (4) a criação de três mil vagas de residência médica, sendo a maioria oferecidas a estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Setenta e cinco por cento das bolsas serão destinadas à formação de especialistas em medicina geral de família e de comunidade. O anúncio foi feito durante cerimônia de comemoração de dois anos do Programa Mais Médicos, no Palácio do Planalto. As bolsas serão financiadas pelos ministérios da Saúde e da Educação.
Pesquisa mostra que usuários do Mais Médicos dão nota nove, de dez, como nota média para o programa. O levantamento, feito pelo Grupo de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que 54% dos usuários entrevistados dão nota dez ao programa, criado em 2013 para levar médicos a regiões carentes.
Enquanto a Associação Médica Brasileira (AMB) sugere que o Mais Médicos estaria gerando desemprego, dados do Caged demonstram que, de 2003 a 2011, o número de postos de emprego formal criados para médicos supera, em 54 mil, o total de graduados no país.
Por Henrique Gonçalves Dantas de Medeiros e Andreia Cristina Campigotto*, no Brasil de Fato
Os desafios são inúmeros e vão desde as dificuldades de chegar às áreas até promover o cuidado da população diferenciada com língua e cultura próprias. Neste contexto, o programa Mais Médicos conseguiu incrementar o número de profissionais onde eram mais necessários.
À frente, há três anos, da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) no Brasil, o dentista cubano Joaquin Molina não se surpreendeu quando, há dois anos, o Conselho Federal de Medicina encabeçou uma violenta reação ao programa Mais Médicos, do governo Federal. “É um tipo de reação corporativista comum em todo o mundo”, explica, diplomático. “Não houve surpresa, é como uma demarcação de território, por causa da chegada de estrangeiros”.
Por Leandro Fortes*, no DCM
As receitas prescritas por profissionais do Mais Médicos já representam 11% do total de beneficiados pelo Programa Farmácia Popular, entre setembro de 2013 – quando os primeiros profissionais iniciaram as atividades – e junho de 2015.
À frente de um dos municípios economicamente mais importantes da região sudeste, o prefeito de Contagem, Carlin Moura, concedeu uma entrevista ao Portal Vermelho e falou um pouco da transformação que vive nos últimos anos uma das principais cidades administradas pelo PCdoB.
Em dois anos, o governo federal já autorizou a criação de quase metade (46,4%) das vagas em cursos superiores de Medicina previstas no programa Mais Médicos, pelo qual se comprometeu a criar 11.447 novas vagas de graduação até 2018. O índice foi alcançado na última sexta-feira (10), quando os ministérios da Saúde e Educação anunciaram a criação de mais 2.290 vagas, em 36 municípios brasileiros.