O Programa Mais Médicos completou três anos, na última sexta-feira (8), sob ataque do governo provisório de Michel Temer.
Farmacêutica de formação e presidenta da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) usou a tribuna da Câmara, nesta terça-feira (28), para repudiar as declarações do ministro temporário da Saúde, Ricardo Barros, que menosprezou médicos cubanos, farmacêuticos e benzedeiras. E a decisão do ministro temporário da Educação, Mendonça Filho, de cancelar as renovações de bolsas do Programa Ciência Sem Fronteiras.
O Programa Mais Médicos foi considerado uma das boas práticas relevantes para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A informação consta da publicação “Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development” (em português: ‘Boas Práticas de Cooperação Triangular Sul-Sul para o Desenvolvimento Sustentável’).
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defendeu a votação da Medida Provisória (MP) que prorroga por mais três anos o Programa Mais Médicos, criado em 2013. E também criticou a possível redução, pelo governo do presidente ilegítimo Michel Temer, do recrutamento de médicos estrangeiros.
O respeito e a consideração aos médicos cubanos integrantes do programa Mais Médicos foi expressado de forma emblemática pela população de Vila Nova do Piauí. Eles escolheram o médico cubano Argèlio Hernández Pupo para participar do revezamento da tocha olímpica em Lagoa Grande, Pernambuco.
O programa Mais Médicos também está na mira destrutiva de Michel Temer. O ministro Ricardo Barros (PP-PR) já disse à imprensa que quer diminuir o número de médicos estrangeiros no programa, de 13 mil para três mil.
Municípios com interesse em participar do Programa Mais Médicos terão nova chance de aderir à ação. Os editais publicados, nesta sexta-feira (15), para reposição de vagas desde a última seleção da iniciativa, realizada em janeiro, também abre nova oportunidade para as prefeituras.
O médico de família Leandro Araújo, que atualmente é supervisor do Programa Mais Médicos em Fortaleza (CE) e integrante da Rede de Médicas e Médicos Populares, formou-se em Cuba 2003 e conhece bem o caráter humanista da medicina ensina e praticada na ilha.
Médicos com registro profissional no Brasil ocuparam todas as 330 vagas ofertadas na segunda chamada do atual edital do Programa Mais Médicos. Os candidatos têm até sexta-feira (11) para se apresentar às prefeituras, para que os gestores confirmem sua participação no programa.
É um manifesto humanista, mais do que um livro de fotografia. É assim que Araquém Alcântara, um de nossos maiores fotógrafos de natureza – ele prefere ser chamado de fotógrafo brasileiro – qualifica a última publicação que lançou. O livro Mais Médicos é um registro do programa do governo federal que levou mais de 18 mil médicos a quatro mil municípios do País.
A adesão ao programa Mais Médicos segue crescendo. Animados com os resultados em todo o país, mais da metade dos profissionais que concluíram um ano de atendimento pretendem renovar os contratos e seguir no programa. No município de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, por exemplo, não houve nenhuma desistência e todos querem continuar.
Com tiragem inicial de 3 000 exemplares e apresentação de Arthur Chioro, que foi ministro da Saúde entre fevereiro de 2014 e outubro de 2015, o livro “Mais Médicos” é uma obra institucional necessária. As fotografias capturadas pela câmara de Araquém Alcântara em 19 Estados registram o trabalho de 18 000 médicos em pontos extremos da sociedade brasileira.