“As declarações do tal Sérgio Nascimento o perfilam ao lado dos capitães do mato, agridem a história, desdenham a atrocidade que foi o escravismo em nosso país, com repercussões negativas até hoje. Mais um celerado nesse antro comandado pelos Bolsonaros”. Foi assim que o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) classificou, nesta quinta-feira (28) a nomeação do novo presidente da Fundação Cultural Palmares pela Secretaria de Cultura do Governo Federal.
Durante a campanha presidencial de 2018, Jair Bolsonaro disse “não ter interesse” em discutir o papel das milícias no Rio de Janeiro. Mas não foi sempre assim.
Por Mariana Serafini, para a Carta Maior
“Não é de estranhar que o símbolo da campanha de Jair Bolsonaro tenha sido uma arma, que seu primeiro decreto tenha sido de flexibilização na aquisição de armamento e que seu governo caracteriza-se por um viés ideológico baseado na intolerância e no combate à esquerda e às forças progressistas de um modo geral e não apenas ao PT”.
Por Sousa Júnior*
Em entrevista para a agência Pública, o sociólogo José Cláudio Souza Alves, que estuda as milícias há 26 anos, explica as relações entre legisladores e milicianos e diz que a família Bolsonaro é herdeira política de deputados ligados a grupos de extermínio nos anos 90.
Confira, abaixo, trechos da entrevista:
Em sua coluna na Folha de S. Paulo, o sociólogo Celso Rocha de Barros afirma que o volume de evidências do envolvimento de Flávio Bolsonaro com as milícias é tal que se torna difícil acreditar em perseguição ou inocência; ele diz: "a esta altura, é difícil não concluir que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é enrolado com milícias.
Quadrilha de Rio das Pedras ameaçou moradores que não votassem no atual governador Wilson Witzel, “adotado” por Flávio na campanha
Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, neste momento foragido da Operação "Os Intocáveis" e suspeito de envolvimento com o assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (Psol), foi funcionária do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL); o filho dela, o ex-capitão Adriano, homenageado na Alerj por Flávio Bolsonaro, também era tido pelo MP-RJ como chefe da milícia Escritório do Crime.
Em seu famoso "xadrez" (série de análises sobre a conjuntura política publicada no site GGN), o jornalista Luís Nassif avalia que o governo de Jair Bolsonaro já chegou ao fim e diz que ele será derrubado não apenas pelos rolos de Fabrício Queiroz, como também por sua ligação com as milícias do Rio de Janeiro, que estão sendo investigadas na Operação Quarto Elemento.
A violência generalizada que tomou conta do Estado do Pará provocou o exílio do ativista paraense em direitos humanos Paulo Fonteles Filho. Paulinho saiu de Belém há duas semanas porque foi avisado que seria assassinado. Ele denunciou que agentes da segurança pública do Estado e a segurança do latifúndio se articularam em um consórcio, que é o responsável pelas mortes na Capital e também na chacina de Pau D’Arco, onde foram assassinados 10 trabalhadores rurais.
Por Railídia Carvalho
O jogador do Flamengo Luiz Antônio de Souza Soares, conhecido como Luiz Antônio, e seu pai, Luiz Francisco Soares, devem ser ouvidos nos próximos dias na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) sobre o suposto envolvimento com milicianos da chamada Liga da Justiça, que atua na zona oeste do Rio. Os dois foram intimados nesta segunda-feira (11) para prestar esclarecimentos.
Para a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), a onda de "justiçamentos" no País "representam a barbárie no Brasil e nos afastam de vivermos em um país que possa superar problemas". O tema foi abordado durante o lançamento da Campanha Nacional de Carnaval pelo Fim da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, no Rio.
Em julho do ano passado, um grito ecoou na maior favela da zona Sul do Rio de Janeiro e ultrapassou fronteiras. Como se viesse das caixas de som da rádio poste da Rocinha, o clamor da viúva do pedreiro desaparecido nas mãos da polícia multiplicou-se pelas faixas dos protestos de rua, que sacudiam o país desde junho, e ganhou as redes sociais.
Por Agência Pública*