Uma ampla mobilização de artistas e intelectuais toma conta do Brasil. Já há dez sedes da Funarte ocupadas em estados diferentes, além do Distrito Federal, a medida busca denunciar a manobra golpista de Michel Temer que extinguiu o Ministério da Cultura. A luta em defesa do MinC vai além do apoio a Dilma Rousseff, trata-se de garantir direitos conquistados ao longo de décadas.
Por Mariana Serafini
Em meio a manifestações contrárias a extinção do Ministério da Cultura (MinC) e a falta de representatividade feminina na composição de seu governo, Michel Temer tenta "unir o útil ao agradável" e sonda algumas mulheres para ocupar uma secretaria nacional de Cultura ligada à Presidência da República que pretende criar como forma de suavizar as críticas. Mas até agora cinco mulheres recusaram a proposta.
Na manhã desta terça-feira (17), artistas, movimentos sociais, estudantes e coletivos culturais ocuparam a representação regional do extinto Ministério da Cultura da Bahia e Sergipe, que fica em Salvador. Segundo os Jornalistas Livres, os manifestantes protestam contra alterações previstas para o centro histórico e também aderiram aos protestos pelo fim da pasta, promovida pelo governo golpista de Michel Temer.
O ator Wagner Moura escreveu um texto a pedido de jornalistas dos jornais Estado de São Paulo e Zero Hora sobre sua opinião a respeito da extinção do Ministério da Cultura. Segundo ele, apenas o segundo publicou.
O movimento cultural tem dado grandes demonstrações da sua força política na recente luta contra o rompimento democrático no Brasil. Nos últimos meses, uma série de atos culturais e políticos envolvendo artistas, produtores, coletivos e redes têm se espalhado pelo país para denunciar o retrocesso do golpe e suas graves consequências.
Por Patrícia de Matos*
Por *Alexandre Lucas
O Ministério da Cultura anunciou, nesta terça-feira (3) o lançamento de uma linha de crédito que vai disponibilizar, a partir da próxima segunda-feira (9), R$100 milhões para micros e pequenos empreendimentos musicais. A notícia foi recebida com entusiasmo por músicos, produtores, empresários, gestores públicos, trabalhadores e militantes do setor que estiveram presentes no evento, realizado no Rio de Janeiro.
Um relatório Ancine divulgado em janeiro deste ano mostrou que, dos 128 longas nacionais lançados em 2015, apenas 19 foram dirigidos unicamente por mulheres, uma fatia que representa menos de 15% do mercado comercial do audiovisual brasileiro. Infelizmente, este cenário não é novo e vem se repetindo ano após ano.
As companhias de serviços de telecomunicações usam “argumentação absolutamente frágil” nas duas ações que movem na Justiça pedindo a suspensão do pagamento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), disse nesta segunda-feira (29) o ministro da Cultura, Juca Ferreira.
Começam neste sábado (27) as audiências públicas para a elaboração do Plano Municipal de Cultura de São Paulo, documento que será a referência das políticas de cultura pelos próximos dez anos na cidade. Na opinião do secretário nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Guilherme Varela, a experiência na capital paulista “vai gerar outros processos no Brasil”.
Por Railídia Carvalho
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, se reuniu na manhã desta quarta-feira (24) com cineastas, atores e produtores de cinema e TV para a discussão dos rumos do audiovisual no Brasil frente aos impasses que giram em torno da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), encargo que subsidia o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Em 2003, com a consolidação da agência reguladora e fiscalizadora Ancine, a instituição da Condecine, tributos cobrados na própria atividade e investidos nela, e a criação de um Fundo Setorial, um projeto estatal inteligente e inédito ancorou o forte crescimento do audiovisual brasileiro, levando o Brasil a ser o décimo mercado audiovisual do mundo. Essa política pública, escalonada, gradual, tem como meta estabelecer o país como quinto mercado mundial até a próxima década.
Por Orlando Senna*