Em toda a história republicana o Brasil nunca viveu uma crise semelhante à atual, caracterizada pelo maior e mais profundo divórcio entre o governo federal e o conjunto da nação.
Por José Carlos Ruy*
Entre as grandes transformações regressivas das ultimas décadas no mundo está a passagem da hegemonia de um modelo de bem-estar social à de um modelo liberal de mercado. No primeiro o Estado assumia a garantia de direitos da população, na segunda o Estado se retira e deixa o mercado promover a guerra de todos contra todos.
Por Emir Sader
Desindustrialização da economia e desajustes neoliberais forçam o surgimento de uma classe trabalhadora composta de ocupações inseguras, mal pagas e desorganizadas. Os maus patrões agradecem.
Por Márcio Pochmann* para Revista do Brasil
Em entrevista à rede de televisão russa RT transmitida no último domingo (2/7), o intelectual estadunidense Noam Chomsky criticou o neoliberalismo e afirmou que o sistema coloca os trabalhadores “uns contra os outros”.
Quem destruiu o aparelho do Estado para as Florestas portuguesas? E em nome de quê? E por ordem de quem? Estando tudo ou quase tudo cadastrado neste país, os homens, as casas, os carros, os contribuintes, porque nunca avançou o cadastro florestal? Quem fez avançar a ideia de que o problema dos incêndios florestais é da floresta abandonada? De terra sem dono? Dos pequenos proprietários que não cuidam das suas terras?
Por Agostinho Lopes, do AbrilAbril
Três semanas antes de sofrer o atentado, em 1976, o ex-ministro de Allende Orlando Letelier publicou artigo sobre as consequências econômicas, sociais e políticas do neoliberalismo e sua estreita conexão com a violência – no caso, a ditadura chilena.
Por Marcelo Zero*
Durante a realização do 22º Enep, de 30 de maio a 2 de junho, a Assembleia da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) aprovou a “Carta de Campinas”, que indica uma grave deterioração do cenário econômico e político do país durante o governo de Michel Temer.
Impõe-se a cada dia outro caminho a ser liderado por quem melhor compreender a convergência que se forma em torno da contrariedade ao receituário neoliberal. Por Marcio Pochmann*
David Harvey provoca: cada fase do capitalismo gera uma forma de resistência que a espelha. Por isso, distintas gerações da esquerda não deveriam se estranhar
Entrevistada por Bjarke Skærlund Risager, na Jacobin | Tradução: Inês Castilho
Em entrevista ao Brasil Debate, Marcelo Dias Carcanholo, presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP), afirma que a economia não pode ser dissociada da política e de interesses de classe, como pretende o neoliberalismo, cuja “restauração” no Brasil é um dos principais temas do 22º ENEP, organizado pela entidade.
George Monbiot, colunista do jornal The Guardian, descreve a evolução do sistema ideológico de mercado definido por neoliberalismo, que prega, em teoria, a não intervenção do Estado na economia dos países, e como de fato esta relação corporações-Estado se dá em sua aplicação.
Defensor da tese de que tanto à direita quanto à esquerda do espectro político haverá uma defesa do papel do Estado na vida social, o economista Pedro Rossi frisa que essa tendência já pode ser vista em “muitos países” diante de “um realinhamento eleitoral que valorizou os extremos do espectro político”, por conta de “um esgotamento do discurso tradicional de que o livre-mercado resolve os problemas”.