Além da prisão perpétua, o ex-oficial da ditadura Jorge Néstor Troccoli terá de passar um ano e seis meses em isolamento diurno
Momento elevado do cinema nacional teve como divisor de águas a entrega do Oscar de Melhor Filme Internacional para “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles
Identificação do corpo do pianista, assassinado pela repressão argentina em 1976, reforça vínculos da Operação Condor e expõe cumplicidade dos regimes militares no Cone Sul
“Vamos lembrar que todas essas ditaduras eram, sim, militares – mas também eram liberalóides”, afirma o economista ao Vermelho. Ele é consultor da série Operação Condor.
Mário Neira afirma que ex-presidente foi envenenado e se compromete a colaborar com investigação
Uma operação conjunta dos serviços secretos dos Estados Unidos e da Alemanha monitorou, durante várias décadas, as comunicações militares de vários países da América Latina.
O encarceramento de Lula e a ordem de prisão de Rafael Correa, ex-presidente do Equador, são demonstrações cabais da nova Operação Condor em curso na América Latina.
Por Ricardo Cappelli*
Vinte e cinco anos após a descoberta dos Arquivos do Terror, que denunciaram a existência da Operação Condor, o advogado paraguaio Martin Almada diz que seus princípios da ação continuam vigentes.
Em 22 de dezembro de 1992, há exatos 25 anos, ocorria um fato que mudaria para sempre a história política da América Latina: o advogado paraguaio Martín Almada, acompanhado pelo juiz José Agustín Fernández, encontrava quatro toneladas de documentos sobre atividades da polícia secreta paraguaia na ditadura de Alfredo Stroessner, que governou o país por 35 anos (de 1954 a 1989). Os papéis ficaram conhecidos como Arquivos do Terror e denunciaram ao mundo à existência da Operação Condor, uma aliança política entre os vários governos militares da América Latina, com respaldo da CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), para coordenar a repressão a opositores e eliminar seus líderes.
Por Sarah Fernandes, para a Rede Brasil Atual
O renomado jurista argentino Eugenio Raúl Zaffaroni, em artigo publicado no jornal portenho Página 12, compara a operação Lava Lato do juiz Sérgio Moro ao Plano Condor, das ditaduras nos países do Cone Sul, onde a palavra de ordem comum era eliminar os adversários políticos dos regimes militares.
O Ministério Publico italiano apresentou recurso, no último dia 15 de maio, diante do Tribunal de Roma, para tentar reverter a sentença que absolveu 19 dos 27 militares de ditaturas sul-americanas acusados de sequestro e assassinato de 25 cidadãos de nacionalidade italiana. Estes crimes foram cometidos durante os anos de atuação do Plano Condor.
A Operação Condor foi o mais grave processo de repressão estatal da América do Sul. Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, todos sob ditaduras militares, se uniram em uma organização clandestina internacional para exercer o terrorismo de Estado contra quem ousasse lutar por liberdade.