Os países do Mercosul , representados pelos Presidentes e Chefes de Estado do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia, divulgaram nota oficial para relembrar os 40 anos da Operação Condor. O texto diz que o objetivo é “aprofundar e avançar os processos de memória, verdade e justiça de nossos povos. A 40 anos desse operativo, estamos frente a um Mercosul decidido a coordenar políticas e ações de direitos humanos.”
O resultado final das análises dos restos mortais do ex-presidente João Goulart, divulgados nesta segunda-feira (1º/12), apontam que não há como excluir o envenenamento como causa da morte. Segundo os peritos, o tempo decorrido prejudicou a definição de tal consequência.
O Ministério Público Federal (MPF/RJ) no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (24) ter encontrado documentos na casa coronel Paulo Malhães, assassinado em abril deste ano, que comprovam colaboração entre os regimes ditatoriais da América do Sul nas décadas de 1970 e 1980. Mais conhecida como Operação Condor, a colaboração entre ditaduras do Cone Sul é negada pelas Forças Armadas e pelo Ministério das Relações Exteriores.
As palavras de ordem de perdão e esquecimento tentaram se impor a vários países da América Latina, com o desejo expresso de virar a página dos crimes cometidos pelas ditaduras sob os auspícios da Operação Condor.
O jornalista investigativo John Dinges, uma referência internacional sobre a Operação Condor, assunto sobre o qual escreveu para o Washington Post e para a revista Time, afirma que, após os atentados de 11 de setembro, as operações clandestinas ordenadas ou consentidas pelos presidentes George Walker Bush e por Barack Obama repetiram o mesmo formato do terrorismo de Estado exercido na década de 1970 pelo grupo do qual Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia faziam parte.
"O que acontece na Venezuela mostra que o Condor segue voando na América Latina e temos que cortar suas asas a tempo", declarou o Prêmio Nobel Alternativo da Paz e membro do Comitê Executivo da Associação Americana de Juristas (AAJ), Martín Almada a Arnaldo Perez Guerra no blog Periodismo Internacional Alternativo.
Na manhã desta quinta-feira (30), o Paraguai amanheceu triste com a notícia da morte da militante de esquerda Gladys Sannemann. Aos 84 anos, Gladys encerra sua história de luta por um Paraguai mais justo e uma América Latina livre de opressores. Durante a Ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989), Gladys foi uma importante militante pela democracia na América Latina. Seu corpo será sepultado na manhã deste sábado (1) em Assunção.
Por Mariana Serafini, do Portal Vermelho
1964-2014: meio século depois do golpe de Estado o Supremo Tribunal Federal (STF) mantem em vigor a (auto) anistia de Figueiredo além de permanecer na retaguarda das cortes sul-americanas em matéria de direitos humanos.
O coronel uruguaio Pedro Antônio Mato Narbondo, acusado pelo desaparecimento de quatro militantes de esquerda em 1976 em seu país, foi encontrado morando no sul do Brasil. Narbondo possui cidadania brasileira. O ex-militar responde por crimes de sequestro, tortura e assassinato no Uruguai. É também réu na Argentina e na Itália.
A jornalista argentina Stella Calloni é editora do El Día Latinoamericano, na Cidade do México, e correspondente do jornal mexicano La Jornada para a América do Sul. De acordo com o portal de notícias Cuba Debate, escreveu inúmeros trabalhos sobre a política latino-americana e, atualmente, prepara um livro intitulado “Sob as Asas do Condor”, que aborda a aliança político-militar entre as ditaduras na América Latina e a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, na Operação Condor.
Devido à repercussão internacional da audiência sobre desaparecimentos no Brasil e na Argentina, a sobrinha de Antônio Pregoni entra em contato com a Comissão Nacional da Verdade para colaborar com as investigações. Familiares do desaparecido ainda não tinham sido localizados pela comissão, nem pelo governo argentino. A audiência, organizada em conjunto pela CNV e pela Comissão Estadual, fez revelações importantes sobre o desaparecimento de estrangeiros no Brasil.
A Comissão Nacional da Verdade divulgará apurações sobre os desaparecimentos do francês Jean Henri Raya, do argentino Antonio Pregoni e do brasileiro Caiupy Alves de Castro, ocorridos no final de novembro de 1973, no Rio de Janeiro. A divulgação é do grupo de trabalho Operação Condor, coordenado por Rosa Cardoso, e acontece nesta sexta-feira (11), com o secretário-executivo da CNV, André Saboia Martins, e a historiadora Janaina de Almeida Teles, durante audiência pública em São Paulo.