Movimentos sociais denunciam violações aos direitos humanos e a negação de defesa durante o processo penal de seis camponeses paraguaios presos preventivamente há quase nove anos. Recentemente, a Comissão de Direitos Humanos do Parlasul (Parlamento do Mercosul) se reuniu em Assunção, capital do Paraguai, onde foi discutido o caso.
Uma delegação da Federação Sindical Mundial (FSM) visitou sete dirigentes camponeses presos ilegalmente na penitenciária Nacional de Tacumbú, região metropolitana de Assunção, no Paraguai. Entre eles está o secretário-geral do Movimento Agrário do Paraguai (Moapa) e líder da resistência de Curuguaty, Rubén Villalba.
Organizações sindicais e camponesas declararam que o diálogo convocado pelo governo paraguaio depois da greve geral de março é um fracasso e, por isso, anunciaram o início dos preparativos para uma nova greve nacional, nesta segunda-feira (7).
Os sobreviventes de uma tribo da América do Sul, que resultou dizimada durante as décadas dos anos 1950 e 1960 levaram o governo do Paraguai a julgamento pelo genocídio que sofreram.
Sete em cada 10 paraguaios carecem hoje do seguro estatal de saúde, no qual os empresários devem obrigatoriamente inscrevê-los para proteger trabalhadores e seus familiares.
O Paraguai cumpriu neste domingo (22) dois anos da destituição do presidente Fernando Lugo no meio de um evidente regresso social que abarca a numerosos setores do país.
Na tarde desta quarta-feira (4), uma delegação de representante de diversos movimentos sociais e políticos do Paraguai fizeram uma entrega formal à Secretaria Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) de uma carta onde denunciam o retrocesso grave da democracia no país, provocado pelo presidente Horacio Cartes, além da violação sistemática dos direitos humanos e sociais da população paraguaia.
Em uma entrevista, o presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que, se Cuba não estiver na Cúpula das Américas, programada para 2015, no Panamá, seu país não participará do evento. Da mesma forma, o chanceler argentino, Héctor Tinmerman, assegurou nesta quarta-feira (4) que o governo de seu país apoia a presença de Cuba no encontro, em consonância com o que disseram outros representantes latino-americanos sobre o tema.
A banda Calle 13 se uniu à campanha “Firma por Curuguaty” para pedir ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, a entrega de terras para as famílias afetadas pelo Massacre de Curuguaty. A matança realizada em junho de 2012 pela polícia paraguaia deixou centenas de pessoas sem nenhum recurso para continuarem trabalhando com agricultura familiar, sua única forma de sobrevivência. Na época, o fiscal da operação, Jalil Rachid, disse para os trabalhadores “irem para a cidade vender biscoitos”.
A Organização de Estados Americanos (OEA) respaldou a Lei de Aliança Público-Privada (APP) impulsionada pelo governo do Paraguai e criticada por setores políticos e sindicais. O presidente Horácio Cartes e o secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, se pronunciaram a favor de maior preeminência de grandes empresas privadas, nacionais e estrangeiras, na economia nacional, durante a inauguração da 44ª Assembleia da OEA, que acontece em Assunção.
Nos últimos 10 anos, a acumulação de terras e a falta do apoio estatal expulsaram milhares de jovens paraguaios de suas casas. Esses jovens, da cidade de Curuguaty, estão sem lugar para viver e cultivar
Os trabalhadores paraguaios rechaçam o latifúndio vigente no país latino, a injusta distribuição de terra – herança da ditadura Stroessner – e a situação do modelo agroexportador que permite à elite dominar economia nacional.