A anulação da chamada Lei de Aliança Público-Privada (APP), instrumento para a privatização das empresas estatais, se converteu em uma das principais bandeiras da greve geral convocada pelos sindicatos e organizações camponesas e sociais no Paraguai.
A adesão em massa à convocação para greve geral e o duro debate entre centrais sindicais organizadoras da paralisação nacional e o governo marcou a semana que termina no Paraguai.
Sindicatos paraguaios convocaram para a próxima quarta-feira (26) uma greve geral para exigir, entre outras reivindicações, a anulação da Lei de Promoção do Investimento em Infra-estrutura, também conhecida como Aliança Público e Privada (PPP).
A bancada do Partido Democrata Progresista no Paraguai apresentou, nesta quinta-feira (20), fotografias de camponeses mortos e com as mãos amarradas que foram vítimas do massacre de Curuguaty, o que, segundo os denunciantes, comprovam que os camponeses foram executados.
A Associação Paraguaio-Cubana de Cultura e Solidariedade José Martí emitiu uma nota oficial onde repudia a ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos da Venezuela. Os integrantes alertam a América Latina sobre a nova ameaça das forças retardatárias norte-americanas ávidas por se apoderar dos recursos naturais da nação bolivariana.
O promotor militar Ernesto Cabrera, graduado como major, cumpre detenção de 15 dias por criticar, nas redes sociais, declarações do presidente da República, Horácio Cartes.
Há 34 dias os presos políticos de Curuguaty (massacre que impulsionou o golpe ao presidente Fernando Lugo em 2012), estão em greve de fome no Paraguai. Na próxima quarta-feira (26) o país começa uma greve geral contra as políticas entreguistas do presidente Horácio Cartes e em defesa dos presos políticos. A Frente Guasu (coalizão dos partidos de esquerda) pede aos líderes e movimentos sociais latino-americanos para voltarem os olhos ao Paraguai, enviarem apoio e serem solidários a esta causa.
O governo paraguaio mantém absoluto silêncio sobre o pedido de explicação feito pelo Senado sobre a presença de militares estadunidenses no departamento de San Pedro, no norte do país.
A metade dos 6,8 milhões de paraguaios não tem acesso ao serviço de água potável, informou nesta terça-feira (18), o ente Regulador de Serviços Sanitários.
Há quase um mês o ministro da Defesa do Paraguai, Bernardino Soto Estigarribia, recebeu em reunião oficial o almirante estadunidense George W. Ballance, diretor de Cooperação em Segurança do Comando Sul dos Estados Unidos, e a coronel Bárbara R. Fick, responsável pela Defesa, na embaixada dos Estados Unidos no país. Na ocasião, foi reestabelecido o marco de cooperação militar entre os dois países, que havia sido desfeito há cinco anos pelo então presidente, Fernando Lugo.
A greve geral convocada unitariamente pelo movimento sindical do Paraguai “Em defesa da soberania da Pátria” para o dia 26 de março (quarta-feira) tem ampliado apoios “contra o congelamento salarial, a privatização e o entreguismo selvagens” defendidos pelo presidente Horácio Cartes e expressos na lei de Aliança Público-Privada (APP), aprovada recentemente.
Por Leonardo Wexell Severo*, na ComunicaSul
Em show realizado em Assunção, Paraguai, no último sábado (8), a banda porto-riquenha Calle 13 usou camisetas com a frase “Calle 13 pregunta que pasó em Curuguaty” (Calle 13 pergunta o que aconteceu em Curuguaty?, em tradução livre). Conhecidos por usarem não só os shows, mas outros espaços públicos, para levantar questões pertinentes ao povo latino americano, a banda mais uma vez mostrou seu comprometimento com os movimentos sociais da América Latina.
Por Mariana Serafini, do Portal Vermelho