As sete centrais sindicais paraguaias convocaram uma massiva greve geral na última quarta-feira (26). Foi a primeira paralisação destas dimensões nos últimos 20 anos, com uma alta participação por parte dos trabalhadores paraguaios.
Por Juan Manuel Karg*, no Diferente, Pero no Mucho
A exitosa greve geral realizada no Paraguai nesta quarta-feira (26) introduziu, evidentemente, modificações de importância no panorama político do país sul-americano. A primeira greve dessa envergadura que enfrentou o governo do presidente Horacio Cartes desde sua ascensão ao poder, de acordo com seus organizadores, teve mais de 80% de adesão e seu impacto na capital teve repercussão em 35 regiões do país.
Jogando a toalha diante da magnitude da greve geral que paralisou o Paraguai nesta quarta-feira (26), o vice-presidente Juan Afara declarou que o governo do presidente Horacio Cartes “não é absolutamente privatista” e que “está aberto para conversar” com os movimentos sindical e social.
Por Leonardo Wexell Severo, na ComunicaSul
Segundo as centrais sindicais responsáveis por convocar a greve geral desta quarta-feira (26) no Paraguai, a adesão dos trabalhadores superou 80%. Apenas na capital Assunção, a população se concentrou em mais de 13 pontos diferentes com piquetes que fecharam as principais avenidas. As maiores cidades do país também tiveram grandes manifestações em praças e prédios públicos.
Por Mariana Serafini, do Vermelho
A greve geral contra a política econômica e social do governo começou no Paraguai as partir do primeiro minuto desta quarta-feira.
Uma mensagem da Federação Sindical Mundial (FSM) divulgada nesta terça-feira (25) , destacou a solidariedade dessa organização internacional com a greve geral convocada em rejeição à política econômica e social do governo paraguaio.
Integrantes do coletivo de comunicadores La Cigarra, no Paraguai, denunciaram que uma pessoa desconhecida entrou em uma reunião convocada para coordenar a cobertura da greve geral de 26 de março. Uma das integrantes do grupo reconheceu o intruso como um militar que realiza a segurança do Palácio do Governo.
A coordenadoria Paraguai Para, Uruguai Acompanha, foi criada no Uruguai por membros da sociedade civil organizada e movimentos sociais para declarar apoio e solidariedade ao povo paraguaio. O coletivo produziu um vídeo de apoio à greve geral que começa nesta quarta-feira (26), no Paraguai, além de uma carta de rechaço ao presidente Horácio Cartes. Haverá também uma manifestação na embaixada do Paraguai em Montevidéu.
Por Mariana Serafini, do Portal Vermelho
Há um dia da greve geral, provavelmente a maior dos últimos 18 anos, o Paraguai vive forte tensão. Convocada em rechaço à política econômica e social do governo entreguista do presidente Horácio Cartes, que junto com o empresariado do país busca minimizar os impactos do protesto, os paraguaios saem às ruas nesta quarta-feira (26) para exigir justiça, liberdade, melhores condições de trabalho e terra para os camponeses.
A CTB emitiu, nesta segunda-feira (24), uma nota de apoio à greve geral no Paraguai que começa na quarta-feira (26). A entidade ressalta o repúdio às políticas entreguistas do presidente Horácio Cartes, como a Lei de Aliança Público Privada, e se solidariza com a luta por justiça, liberdade e terra dos camponeses de Curuguaty, vítimas do massacre em 15 de junho de 2012.
O dirigente da Federação Nacional Camponesa, Marcial Gómez, disse que os do campo e da cidade estão unidos no Paraguai impulsionando a greve geral convocada para esta quarta-feira (24) e reclamando a revogação da privatizadora Lei de Aliança Público-Privada.
A Frente Guasu, coalizão de partidos e organizações sociais paraguaias, disse neste domingo (23) que o governo responde com repressão o chamado à greve geral e ratificou o apoio a mobilizações em Assunção e 12 departamentos do país.