A confirmação pela “Justiça” do Paraguai da condenação dos 11 camponeses acusados pelo massacre de Marina Kue, em Curuguaty, onde foram mortas 17 pessoas (seis policiais e 11 trabalhadores sem-terra) no dia 15 de junho de 2012, revoltou a população do país vizinho.
Por Leonardo Wexell Severo para ComunicaSul
Nesta segunda-feira (11), foi confirmada a sentença para os 11 camponeses condenados pelo Massacre de Curuguaty, no Paraguai. O episódio aconteceu em 15 de junho de 2012 e resultou na morte de seis policiais e 11 agricultores.
Por Mariana Serafini
Depois de mais de cinquenta anos de seu lançamento, a astuta garotinha argentina Mafalda vai “aprender a falar” em guarani. O idioma é oficial no Paraguai, junto ao espanhol, e pela primeira vez as tirinhas de Quino serão traduzidas para uma língua indígena.
O Congresso do Paraguai em chamas atiçou os ânimos na América Latina. Horas depois os manifestantes foram identificados como ligados, majoritariamente, ao Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), o autor do golpe de 2012 contra Fernando Lugo, e a setores do Partido Colorado, o mesmo do presidente Horácio Cartes. Ou seja, é uma disputa de oligarquias. A atitude irresponsável resultou na morte de um jovem, destruição do edifício, e pode causar nova instabilidade política.
Por Mariana Serafini
O Paraguai vive um clima de grande tensão desencadeada pela tentativa do presidente Horacio Cartes de reformar a Constituição do país e estabelecer a reeleição. Manifestantes ocuparam o Congresso na noite de sexta-feira (31), atearam fogo no Salão Principal. Segundo o jornal ABC Color, mais de 200 pessoas foram detidas, entre elas menores de idade, e confronto com a polícia levou a morte de um jovem de 25 anos com um tiro de bala de borracha, que o atingiu no olho.
Depois de passar pela Argentina, nesta segunda-feira (3), e ser recebido com protestos, Temer seguiu para o Paraguai, onde a população não deixou por menos. Os manifestantes fizeram até uma marchinha em “homenagem” ao golpista. Com cartazes de “Mr. Fora Temer”, eles entoaram versos ironizando a presença do presidente ilegítimo no país de Horácio Cartes.
Por Mariana Serafini
Lúcio Villagra e Milciades Santacruz provavelmente interromperam alguma conversa paralela quando, diante de um semáforo fechado em umas das avenidas mais movimentadas de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia fronteiriça com o Brasil, perceberam a existência de dois jovens encapuzados e aparentemente distraídos em uma motocicleta ao lado da picape que dirigiam.
Por Vinícius Mendes
O chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, afirmou nesta segunda-feira (1º/8) que o governo de seu país não reconhece a Venezuela à frente da presidência rotativa do Mercosul. Mesmo com as tentativas de boicote do Brasil e do Paraguai o país de Maduro assumiu o comando do bloco.
Tem sido corriqueira e comum a comparação do golpe em curso no Brasil com aquele perpetrado no Paraguai. De alguma maneira a ação coordenada entre os meios de comunicação, Poder Judiciário e o parlamento na desestabilização de governos democraticamente eleitos em um processo de julgamento político tem sido designado “Golpe Paraguaio”.
Por Mateus Fiorentini*
Não se sabe se por “excesso de sinceridade” ou descuido, mas o fato é que o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, assumiu que Fernando Lugo sofreu um golpe, e não um impeachment. Membro do partido que dominou o país por 63 anos consecutivos, os Colorados, Cartes joga a culpa do golpe toda no Partido Liberal Radical Autêntico.
A Operação Condor foi inicialmente preparada no Brasil, se formalizou no Chile e “segue voando”. Esta é a avaliação de Martín Almada, responsável por descobrir os “Arquivos do Terror” da ditadura de Alfredo Stroessner, que governou o Paraguai entre 1954 e 1989. Para o especialista, é preciso barrar o golpe no Brasil e na Venezuela para o “condor parar de voar”.
“A América Latina não quer nem tem por que ser um peão sem rumo ou decisão”, Gabriel García Márquez*.
O Massacre de Curuguaty é um dos episódios mais trágicos da história recente do Paraguai. Os camponeses acusados de matar seis policiais foram condenados nesta segunda-feira (11). Nenhum oficial foi investigado pela morte de 11 trabalhadores rurais que também tombaram no conflito utilizado em 2012 para para impulsionar o golpe contra Fernando Lugo.
Por Mariana Serafini