Nos últimos dias, milhares de pessoas vêm protestando na Polônia contra a limitação dos direitos femininos. Anna e Wiktor, ambos na casa dos 30 anos, participam pela primeira vez dos protestos. Eles são católicos e, em 2015, votaram no partido conservador de direita PiS. Os dois afirmam que antes não se importavam muito com manifestações "feministas", mas um golpe do destino e o trauma posterior fez com que mudassem de opinião.
Vestidas de preto, mais de 6 milhões de polonesas realizaram a maior manifestação de massa dos últimos anos. Elas tomaram as ruas do país contra a proposta de retirada de direitos nesta terça-feira (4).
Por Marcos Aurélio Ruy, no Portal da CTB
No mês “quente” em que a Comissão Europeia começou o procedimento de verificação da situação na Polônia, o instituto polonês IBRiS realizou uma pesquisa de opinião pública para o jornal Rzeczpospolita sobre as leis e práticas da União Europeia.
O partido de direita da Polônia Direito e Justiça conquistou no último domingo (25) a maioria absoluta nas eleições legislativas, com 39,1% dos votos. O partido, de tendência católica e reacionário em relação à União Europeia, deve eleger mais de 240 deputados em uma casa com 460 assentos.
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem censurou severamente a Polônia por ter autorizado os Estados Unidos a abrir no território polaco centros penitenciários secretos, filiais do Campo de Detenção da Baía de Guantânamo, onde foram praticados largamente métodos de inquérito com a utilização de torturas.
Por Alexander Artamonov, na Voz da Rússia
A Polônia estará pronta para vender armas à Ucrânia se Kiev se dirigir a Varsóvia com um pedido a esse respeito, adiantou nesta segunda-feira (22) o ministro da Defesa polonês, Tomasz Semoniak.
A Polônia, servo americano ansioso que tem sido, oficialmente assumiu o papel de uma ’Turquia eslava’ em relação à Ucrânia. Assim como a Turquia tem sido um canal geopoliticamente conveniente para a distribuição de armamentos, pessoal e material de apoio para os terroristas sírios, a Polônia também começou oficialmente a cumprir esse papel para seus equivalentes ucranianos.
Por Andrew Korybko*, na Oriental Review
A atual tentativa de golpe de estado que se pratica na Ucrânia com o apoio do Ocidente é extremamente benéfica para os nacionalistas e extremistas de direita no país vizinho, a Polônia, que viu surgir protestos violentos antirrusos e anticomunistas nos últimos 40 dias.
O 95º aniversário de independência da Polônia, comemorado esta semana, foi transformado pelas forças neofascistas em uma campanha de ódio e agressividade. Em Varsóvia, capital do país, o sentimento antirrusso levou a atos de vandalismo contra a embaixada do país vizinho, contidos apenas com força policial.
O retorno do capitalismo à Polônia, 20 anos após a derrubada do socialismo, alterou completamente o cotidiano do povo e, apesar das tentativas do governo de configurar o país como uma economia em desenvolvimento e bem sucedida – algo que poderá vigorar para o capital – a realidade é totalmente diferente para a maioria dos poloneses. Predominam a pobreza, o desemprego e a miséria, enquanto cresce cada vez mais o número dos sem-teto.
Por Alex Corsini, no Monitor Mercantil
Enquanto crescem as especulações de que a Grécia poderá deixar a zona do euro, a Polônia se posiciona discretamente para mais um assalto ao zloty. Ela aumentou as taxas de juros na semana passada e está intervindo nos mercados monetários para sustentar o valor da moeda local.
Há exatos 67 anos, tropas aliadas libertavam os prisioneiros dos campos de concentração nazistas de Auschwitz e Birkenau, na Polônia, após mais de cinco anos de terror perpetrados pelas tropas alemãs no país. Entre os sobreviventes do Holocausto, estava um polonês de 20 anos que havia prometido a si mesmo que contaria ao mundo o que acontecera a ele e sua família.