A Câmara Municipal de São Paulo retirou, por 120 dias, o Projeto de Lei (PL) 621, sobre a reforma da previdência dos servidores da cidade, criando o chamado Sampaprev. O prefeito João Doria (PSDB), que mais cedo deu entrevista dizendo que não recuaria, teve de ceder à pressão. Desde o dia 8, diversas categorias do funcionalismo público estão em greve e, em conjunto, vêm realizando grandes manifestações com frequência.
Os trabalhadores do serviço público de São Paulo não aceitaram alterações no Projeto de Lei 621/2016, que altera as regras da Previdência Municipal penalizando a população e os trabalhadores. Assembleia realizada nesta terça-feira (27) manteve a greve dos trabalhadores.
O prefeito de São Paulo, João Doria, alega que a previdência municipal da capital paulista é deficitária e por isso precisa ser reformada, mas para usuários, professores e dirigentes sindicais ouvidos pelo Portal Vermelho o objetivo do tucano é o desmonte das políticas públicas, ação alinhada à política do governo de Michel Temer que fracassou quando quis reformar a Previdência Social. Pressão governista pode garantir votação do projeto ainda nesta terça-feira (27).
Por Railídia Carvalho
Apenas com o combate à sonegação consegue-se economizar mais do que com a reforma que o Governo Federal pretendia impor à população em um processo marcado por desinformação e publicidade de má-fé.
Por Tomás Rigoletto Pernías e Ana Luíza Matos de Oliveira*
O deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), relator da Reforma da Previdência na Câmara, admitiu nesta segunda-feira (12) que o governo Michel Temer foi derrotado na batalha da reforma da Previdência.
Para a economista Denise Gentil, Planalto só não aprovou a reforma porque congressistas perceberam o quão impopular é a medida e tiveram medo de não se reeleger. Passado o pleito, tudo vai mudar.
O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (1°) que a Reforma da Previdência não saiu da pauta política do país. Segundo ele, se for possível cessar a intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro nos últimos meses do ano, existe a possibilidade de a reforma voltar à pauta.
O anúncio que de que a proposta de Emenda Constitucional da chamada “reforma da previdência” foi suspensa e retirada de pauta da Câmara dos Deputados deve ser festejado como a maior vitória da classe trabalhadora e do campo progressista desde o impeachment de 2016.
Por João Carlos Gonçalves, o Juruna*, e Wagner Gomes**
Após tecer críticas ao novo pacote econômico enviado pelo governo ao Congresso, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), mandou um recado ao governo: não votará pontos da Reforma da Previdência por meio de medidas infraconstitucionais — que não dependem de mudança na Constituição, como projetos de lei, por exemplo.
O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a criação de uma comissão especial para analisar o projeto de lei que trata da privatização da Eletrobras (PL 9463/18).
Por Christiane Peres
“O governo foi derrotado pelo povo. O povo na rua mobilizado foi que retirou a reforma da previdência da pauta do Congresso”, declarou ao Portal Vermelho o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Alexandre Conceição. Nesta segunda-feira (19), o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) divulgou a suspensão da tramitação de todas as Propostas de Emenda Constitucional, entre elas a 287/2016, da reforma da Previdência.
Por Railídia Carvalho
A última edição de três das quatro principais revistas semanais brasileiras, Veja, Época e IstoÉ, exibem uma interessante coincidência nas capas, tomadas por uma propaganda do governo federal em defesa da reforma da Previdência. A econômica Istoé Dinheiro também foi às bancas com a capa publicitária.