Após manhã de protestos, trabalhadores, centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram, na tarde desta segunda-feira (19), no Parque 13 de Maio, Centro do Recife, para mais um ato contra a votação da PEC287/2016, que altera as regras da Previdência Social. A votação da “reforma”, marcada para este mês, foi suspensa devido à intervenção militar no Rio de Janeiro. Nove centrais sindicais participaram do ato.
Camaçari (BA), ABC paulista, Chapecó (SC), Betim (MG). Rio de Janeiro e grande São Paulo são redutos metalúrgicos que resistem à reforma da Previdência Social proposta pelo governo de Michel Temer. Nesta segunda-feira (19), os trabalhadores do setor, que rearticulam o movimento unificado Brasil Metalúrgico, realizaram protestos e paralisações contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016 que altera as regras da previdência em prejuízo dos trabalhadores.
Por Railídia Carvalho
No dia em que o país é tomado por manifestações contra a votação da reforma da Previdência, o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), determina a suspensão total da PEC da reforma da Previdência da agenda legislativa do congressso até o final do ano.
O dia de manifestações contra a reforma da Previdência mobilizou milhares de pessoas em pelo menos 15 estados do país. Movimentos sociais e centrais sindicais protestaram na tarde desta segunda-feira (19), na avenida Paulista, região central de São Paulo.
Cerca de vinte mil pessoas participaram, na manhã desta segunda -feira (19), em Fortaleza, de mais uma manifestação contra os retrocessos impostos pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB). Na pauta principal do ato, a luta contra a Reforma da Previdência (PEC 287/16) que, se aprovada, decretará o fim do direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.
Cerca de mil trabalhadores(as) da cidade e do campo, junto com movimentos sociais e populares, realizaram na manhã de hoje um ato contra a Reforma da Previdência no Centro de Goiânia. A atividade, que integrou uma manifestação nacional contra a reforma, teve início às 9 horas na Avenida Goiás e encerrou-se por volta de meio dia na Assembleia Legislativa.
O gabinete de Ricardo Barros, ministro da Saúde do governo golpista de Michel Temer, foi ocupado por cerca de duas horas na manhã desta segunda-feira (19), em Maringá (PR) no dia nacional de mobilização contra a reforma da Previdência Social. A ação ocorreu entre 9h e 11h, por iniciativa de sindicatos e movimentos sociais integrantes da Frente Brasil Popular do município.
“Não é Reforma, mas desmonte”. Esse é o nome que Carlos Gabas dá à reforma da Previdência proposta pelo governo golpista de Michel Temer (MDB).
Bia Pasqualino e Nina Fideles
Os protestos contra a reforma da Previdência tomaram aeroportos, sedes do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), paralisaram transporte e rodovias em diversas cidades brasileiras na manhã desta segunda-feira (19). A mobilização partiu das centrais sindicais em parceria com movimentos sociais. Trabalhadores rurais, Sem-teto, petroleiros, metalúrgicos, bancários e educadores são alguns dos segmentos que fortalecem os atos anti-reforma.
Por Railídia Carvalho
Entidades e sindicatos farão grande esforço de mobilização para barrar a nefasta reforma da Previdência.
Pensar efetivamente em uma Previdência pública impõe três medidas, segundo o Dieese: rever as restrições aos gastos da União, discutir o financiamento de longo prazo e revogar, total ou parcialmente, a recente "reforma" trabalhista, efetivada pela Lei 13.467. Em nota técnica, o instituto rebate argumentos recorrentes usados pelos defensores das mudanças: