Os países que têm a responsabilidade pelos conflitos devem assumir também a responsabilidade pelas calamidades que estes conflitos provocam – inclusive os refugiados, declarou nesta terça-feira (8) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov.
Os socialistas alemães exigiram dos Estados Unidos uma corresponsabilidade para enfrentar a crise migratória na Europa. "Governos ocidentais, sob a liderança dos Estados Unidos, têm desestabilizado regiões inteiras tornando possível e instrumentalizando politicamente o surgimento de organizações terroristas", segundo um documento partidário.
A crise migratória na Europa, de refugiados vindos do Oriente Médio e da África por mar e por terra, tem chamado a atenção do mundo nos últimos meses. Entretanto, esse fluxo migratório de regiões em guerras não é incomum e, segundo especialistas, o Brasil é um dos países com uma boa política de acolhimento.
O alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, Antônio Guterres, apelou nesta sexta-feira à União Europeia (UE) para a distribuição de pelo menos 200 mil refugiados, defendendo que todos os estados-membros deviam ter a obrigação de participar neste programa.
Em visita à cidade siberiana de Vladivostok, onde está para participar do primeiro Foro Econômico Oriental, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que, entre outras coisas, o problema dos refugiados foi criado pelas políticas dos EUA.
A presidenta da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos deputados divulgou nota sobre a morte da criança refugiada na Turquia. Na nota, a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) conclama a comunidade internacional a “fazer uma profunda reflexão sobre a situação atual vivida nos países assolados por conflitos armados, guerras e perseguições políticas e religiosas e encontre soluções humanas e possíveis para que a história não se repita.”
No momento em que as imagens comoventes do corpo de uma criança refugiada afogada em uma praia da Turquia, e de outras crianças asfixiadas em caminhões tentando cruzar a fronteira da Europa, dão a volta ao mundo e inundam as redes sociais, o diretor-executivo da Unicef fez um apelo urgente por uma ação que proteja as crianças.
Vários países europeus têm vindo a alargar vedações e a reforçar efetivos para impedir a entrada de refugiados, cujo fluxo crescente só tem paralelo com o êxodo da II Guerra Mundial.
A Europa transferiu mais de 11 milhões de seres humanos na condição de escravizados da África para as Américas entre os séculos 16 e 19. No mesmo período, as populações nativas do continente americano desabaram de 70 milhões para menos de 10 milhões. Africanos e os povos pré colombianos contribuíram decisivamente – sem querer – para a acumulação de capitais na Europa.
Por Altair Freitas*
Ninguém pode ter ficado indiferente diante da imagem do menino de três anos deitado de bruços na beira do mar numa praia de Bodrum, na Turquia, que chocou o mundo inteiro na quarta-feira. Todos nós que temos filhos e netos certamente pensamos neles neste momento de profunda tristeza para quem ainda não perdeu as esperanças de viver num mundo melhor.
Por Ricardo Kotscho*, no blog Balaio do Kotscho
Pelo menos 12 refugiados sírios – 5 deles menores de idade – perderam a vida em dois incidentes enquanto tentavam atravessar a estreita faixa de água que separa a península de Bodrum, na Turquia, da ilha grega de Kos, informou a imprensa local citando fontes das forças de segurança. Os cadáveres apareceram no início da manhã desta quarta (2) numa praia turca, o que levou a Guarda Costeira a mobilizar equipes de salvamento, que conseguiram resgatar 6 pessoas das duas embarcações avariadas.
Refugiados estão ensinando idiomas e apresentando sua cultura a estudantes brasileiros, em cursos de árabe, inglês, francês e espanhol que começaram esta semana, por meio do projeto Abraço Cultural, promovido pelas organizações não governamentais (ONGs) Adus e Atados.