Por *Gustavo Guerreiro
Paris, Londres e Lisboa foram algumas das cidades que realizaram neste sábado (12) manifestações pedindo mais generosidade no tratamento com os milhares de refugiados que chegam à Europa nos últimos meses. Os atos ocorreram pacíficamente. Milhares de pessoas defenderam, no Dia Europeu de Ação pelo Refugiado, e um melhor tratamento no acolhimento dos 430 mil migrantes que, segundo a Orgnização Internacional para as Migrações, chegaram aos países da União Europeia desde o início de 2015.
Centenas de estrangeiros chegam todos os dias na capital paulista em busca de estabelecer uma nova pátria, muitas vezes fugindo da guerra ou da fome. Observando a necessidade da inclusão cultural, estudantes do curso de Letras criaram o projeto Memorial Digital do Refugiado (MemoRef), que promove a inclusão de refugiados por meio de aulas de português e atividades culturais. Já na abertura do curso, ocorrida no final de agosto, os estrangeiros puderam conhecer e curtir uma roda de samba.
Os refugiados da Europa não estão na moda. Os refugiados no Mundo e na história da humanidade não estão na moda. O que mostra a grande mídia são vítimas reais do sistema numa encenação involuntária que justificaria mais uma guerra de roubo e genocídio.
Por Raul Fitipaldi, no Desacato.info
Todos acompanhamos, pela mídia, o fluxo migratório, rumo à Europa Ocidental, de africanos e árabes de países em conflito, como Síria, Iraque, Eritreia e Líbia. Em 2015, 332 mil imigrantes indocumentados já aportaram no Velho Continente. As águas do Mediterrâneo sepultaram, de janeiro a agosto deste ano, 2.500 fugitivos da miséria e da violência, em busca de um pouco de pão e paz. Em 2014, 3.500.
Por Frei Betto*, na Adital
A crise dos refugiados do Oriente Médio e do norte da África, que assumiu contornos dramáticos nos últimos dias, arrasta-se há mais de quatro anos, especialmente a partir do início da guerra civil na Síria e da intervenção militar na Líbia.
Por Dilma Rousseff*
O deputado Orlando Silva (PCdoB) falou nesta quarta-feira (9) sobre a crise humanitária vivida pela Europa e defendeu que o Brasil adote medidas concretas para receber os refugiados. O parlamentar, que é vice-líder do governo na Câmara, elogiou o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, no último dia 7, no qual ela afirmou que o país está de braços abertos para abrigar os refugiados.
O presidente da Venezuela, Nicolás maduro, afirmou na segunda-feira (7) que seu país está pronto para acolher 20 mil refugiados sírios. A declaração acontece no momento que a Europa procura acolher o mínimo possível de refugiados, com países se negando a recebê-los e outros aceitando quantidades ínfimas, como 700 pessoas.
Instituições de defesa de direitos humanos estão pressionando os Estados Unidos para que receberem mais refugiados. Até agora o país recebeu apenas 1.541 refugiados, número pequeno diante, por exemplo, dos 800 mil que a Alemanha espera abrigar este ano.
A cinegrafista da TV húngara N1TV, Petra Laszlo, foi filmada derrubando um refugiado sírio que carregava uma criança no colo e chutando duas pessoas no campo de acolhimento de Roszke, no sul do país, perto da fronteira com a Sérvia. Após a denúncia por outros jornalistas que ela havia agredido essas pessoas, a emissora declarou que ela foi demitida.
Diante do que chamamos o drama dos migrantes, na realidade o drama de centenas de milhares de refugiados que fogem da guerra, do caos, e da miséria, nossa raiva e nossa emoção são imensas. Para os comunistas, o mais urgente neste momento é a solidariedade e o dever de acolher.
Por Pierre Laurent*, no L'Humanité
Enquanto cerca de 30 mil refugiados se espalham somente pelas ilhas gregas, a Hungria anuncia a construção de uma segunda cerca, desta vez de 4 metros de altura, para conter a chegada de mais gente. Ao mesmo tempo, a União Europeia perde-se em contas de quem vai ficar com quantos migrantes. De 2011, início da Primavera Árabe, até 2014, mais de 600 mil foram para a Europa. Ao mesmo tempo, o Oriente Médio abriga mais de 3 milhões deles.
Por Humberto Alencar, com agências