A cada minuto duas famílias se tornam refugiadas vítimas de algum conflito no mundo. Cerca de 45 milhões de pessoas estão em situação de deslocamento forçado, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Brasil (Acnur-Brasil).
Por Rachel Duarte*, no Sul21
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) divulga nesta quarta-feira (19), a partir das 9hs no auditório da CARRJ/OAB Rio, o relatório “Tendências Globais 2012”, com os dados mais recentes sobre deslocamentos forçados no mundo. Na mesma ocasião, o Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) do Ministério da Justiça divulgará novos números sobre o perfil do refúgio no Brasil.
Nos últimos três anos, o número de estrangeiros que solicitaram refúgio ao governo brasileiro cresceu 254%. Em 2010 foram feitas 566 solicitações à Polícia Federal e, em 2012, esse número saltou para 2.008 pessoas. Os dados sobre pedidos de refúgio ao Brasil foram apresentados nesta sexta-feira (26) pelo presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Paulo Abrão, e pelo representante da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Andrés Ramirez.
Nos últimos três anos, o número de estrangeiros que solicitaram refúgio ao governo brasileiro cresceu 254%. Em 2010 foram feitas 566 solicitações à Polícia Federal e, em 2012, esse número saltou para 2.008 pessoas. Os dados sobre pedidos de refúgio ao Brasil foram apresentados nesta sexta-feira (26) pelo presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Paulo Abrão, e pelo representante da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Andrés Ramirez.
Em meados do ano passado, o alfaiate Ben* se viu obrigado a deixar às pressas sua casa, que ficava próxima à cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo. Rebeldes do movimento M23 invadiram a região e, na troca de tiros com as tropas do governo, sua mulher foi baleada e morta. Para fugir, Ben atravessou a fronteira com Uganda e, de lá, tomou um avião em direção ao Rio de Janeiro.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) informou nesta segunda-feira (04) que o número de refugiados sírios assim registrados na agência é de cerca de 630.000. Ainda, contando com cidadãos sírios ainda não registrados como refugiados mas que já se cadastraram, o número salta para 763.527, segundo ACNUR.
Paulo Abrão, que tomou posse recentemente no Comitê Nacional de Refugiados, também tem como meta acelerar os pedidos de refúgio no país; apatridia é a situação de pessoas sem nacionalidade ou cidadania.
É cada vez maior o número de solicitantes de asilo rejeitados pelas autoridades da Holanda e que não podem voltar para seus países de origem.
Por Frank Mulder e Johannes Mulder, para a agência IPS
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) prevê que, nos próximos dez anos, o número de pessoas deslocadas nos seus próprios países aumentará. No relatório, a entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) diz que isso ocorrerá como resultado de uma série de causas interligadas que vão desde conflitos até alterações climáticas, escassez de alimentos e crescimento populacional.
Dadaab, no leste do Quênia, é residência de quase meio milhão de pessoas; umas dez mil já pertencem à terceira geração – são os filhos dos refugiados que nasceram no campo.
Por Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova York.
Ameaçado de morte pelo Talebã por se recusar a pagar propinas ao grupo, Mahmoud (nome fictício) achou por bem abandonar sua cidade, na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Pagou US$ 5 mil dólares a uma gangue de tráfico humano, que prometeu lhe enviar a um país do outro lado do mundo do qual sabia muito pouco, mas onde, segundo o grupo, poderia solicitar refúgio e reiniciar sua vida em paz: o Brasil.
A situação de quase mil refugiados haitianos que estão vivendo no Acre será debatida em audiência pública nesta terça-feira (20) pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. Segundo o senador Jorge Viana (PT-AC), que solicitou a audiência juntamente com Anibal Diniz (PT-AC), desde fevereiro os haitianos estão vivendo em situação precária, mesmo com a assistência básica que o governo estadual tem oferecido.