O vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, funcionário de carreira da Sabesp desde 1978, conversou com o Vermelho sobre a crise de água em São Paulo e esclareceu pontos importantes sobre a má administração tucana na empresa. Para ele, há um conflito de interesses entre as necessidades da população e o lucro do capital privado.
Por Mariana Serafini, do Vermelho
O vereador Andrea Matarazzo (PSDB), coordenador da campanha de Aécio Neves na cidade de São Paulo, chamou o colega José Police Neto (PSD) de “vagabundo” e disse que a CPI da Sabesp não vai dar em nada. Foi antes do depoimento de Dilma Pena, a presidente da Sabesp, a quem Matarazzo chamou de “nossa Dilma” e “Dilma do bem”. Os comentários do tucano foram registrados pelo sistema de som que estava aberto.
A presidenta Dilma Rousseff anunciou que o Governo Federal está tomando as medidas para socorrer o Estado de São Paulo no enfrentamento da seca, viabilizando empréstimo de R$ 1,8 bilhão, pela Caixa, para o consórcio que vai construir o Sistema São Lourenço, em São Paulo.
O Sistema Cantareira, conjunto de represas que abastecem cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, chegou neste domingo (19) a 3,6% da capacidade de armazenamento de água. O monitoramento diário feito pela Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Sabesp) indica queda de 0,2 ponto percentual no volume desde sábado (18).
Levantamento parcial da campanha "Tô sem Água", realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, mostrou falta de água em centenas de casas. A TV Vermelho já alertava para o problema em maio (ver aqui)
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) confirmou o que grande parte da população paulistana já sabia: existe racionamento em São Paulo.
Site do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), mapeia bairros de São Paulo que sofrem com falta de água para comprovar que, apesar das negativas oficiais, existe racionamento. Assista também a reportagem da TV Vermelho sobre o tema, aqui.
A população de São Paulo pode se preparar para enfrentar uma das maiores crises hídricas da história. Novembro é o prazo dado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para que termine a água captada do “volume morto”, um reservatório emergencial colocado em atividade no dia 15 de maio.
Mesmo com os índices do Sistema Cantareira baixando em média 1% a cada semana, a Sabesp e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmam que não haverá racionamento. Fomos às ruas e junto à população constatamos o contrário. “Estamos diante de um racionamento seletivo”, afirmam os especialistas e também uma recente pesquisa do instituto DataPopular.
O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira caiu de 10,5% de quinta-feira para 10,4% nesta sexta-feira, patamar mais baixo da história, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
A Agência Brasil publicou nesta quinta-feira (24) reportagem que aponta que entidades de defesa do direito do consumidor avaliam que a multa aos usuários da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que aumentarem o consumo de água só é legal após adoção de racionamento. No início da semana, o governador Geraldo Alckmin anunciou que a Sabesp adotará a medida para enfrentar a crise hídrica.
Diante da crise de abastecimento, o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, afirmou que o governo estuda uma forma de punir quem aumenta o consumo de água.