Esta semana vários meios de comunicação da mídia corporativa chamaram a atenção para a morte de uma soldado do Curdistão, marcada não pela sua coragem mas pela sua beleza. Inversão de valores que procura rebaixar a luta das mulheres curdas contra os terroristas do Estado Islâmico na região de Kobani, na Síria.
Ninguém normal pode aceitar ver crianças a sofrer, por isso elas são bons temas para a propaganda de guerra. Thierry Meyssan faz no site Rede Voltaire uma digressão quanto ao uso de crianças pela Coligação Internacional durante a guerra contra a Síria.
Moscou condenou veementemente nesta segunda-feira (29), através de comunicado emitido pelo Minsitério da Defesa da Rússia, as ações da oposição radical síria que obstruíram a realização da missão da ONU de entrega de ajuda humanitária na cidade síria de Aleppo.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou que Moscou e Washington estão conseguindo encontrar cada vez mais pontos em comum em relação à Síria.
A foto e o vídeo de Omron, garoto de cinco anos da cidade de Alepo (Síria), têm corrido mundo e enchido as primeiras páginas e espaços nobres da comunicação social. Por que razão o drama de Omron mereceu destaque especial entre a torrente de episódios semelhantes?
Por José Goulão, no jornal AbrilAbril
O ministro da Informação sírio, Mohamed Ramez Tourjman, afirmou nesta quarta-feira (24) que os meios de comunicação tiveram muito sucesso se for levado em conta o financiamento limitado e a campanha midiática hostil apoiada pelas grandes potências e pelos petrodólares.
Múltiplos, variados e com técnicas extravagantes e exageradas, são os contínuos vídeos na internet ou em canais como SkyNews destinados a propagandear a desinformação sobre o drama vivido pela Síria.
O enviado especial do secretário-geral da ONU para a questão da Síria, Staffan de Mistura, apelou no dia 18 à comunidade internacional para prestar mais atenção à situação humanitária na Síria e exigiu que as duas partes de conflitos realizassem um cessar-fogo de pelo menos 48 horas para garantir a chegada o mais rápido possível dos materiais de auxílio.
As Estados Unidos se recusaram a ajudar o governo da Síria a combater terroristas como a Al-Qaida e o ISIS (Exército Islâmico do Iraque e da Síria, que recentemente mudou de nome para Estado Islâmico). Além disso, segundo revelações feitas pelo site Wikileaks, o governo estadunidense armou grupos como o ISIS. Os quase 3 mil documentos sobre essa questão foram vazados pelo site dirigido por Julian Assange no dia 8 de agosto.
O Exército de Libertação Popular chinês ofereceu ajuda humanitária e treinamento para as tropas governamentais sírias, informou nesta terça-feira a agência de notícias Reuters.
O grande repórter e analista do Oriente Médio Patrick Cockburn examina as possíveis reviravoltas na região, após o golpe na Turquia, e, em entrevista a Antonio Martins, do Outras Palavras, também esclarece: jamais defendeu arbitrariedades do governo Temer.
Ainda que um velho ditado afirme que nada pode ser ocultado sob o sol, a habitual manipulação desinformativa dos grandes meios de comunicação ocidentais ignoram propositalmente os êxitos alcançados pela trégua na Síria.
Por Pedro Garcia Hernandez* na Prensa Latina