"A Arábia Saudita e o Catar apoiam e financiam os terroristas na Síria e não vemos nenhuma mudança nesta tendência", afirmou a assessora presidencial do governo sírio Bouzeina Shaaban.
No dia 26 de setembro o jornal alemão Kölner Stadt Anzeiger, o principal da região de Colônia, publicou uma entrevista realizada pelo jornalista Jürgen Todenhöfer com um dos integrantes da Frente al-Nusra, uma organização terrorista "filiada" à rede Al-Qaida e que tem como objetivo derrubar o governo secular sírio e instalar um estado medieval fundamentalista "islâmico" na Síria. O terrorista afirma que, além de Arábia, Catar e Turquia, os EUA e Israel estão entre seus maiores aliados.
O presidente sírio, Bashar Assad, declarou em uma entrevista à agência Associated Press que os ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos EUA foram intencionais. De acordo com ele, os ataques duraram quase uma hora.
Numa longa entrevista*, o antigo chefe do departamento de contra-terrorismo da Turquia, Ahmet Sait Yayla, revela o apoio pessoal dado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan ao Estado Islâmico (Daesh).
O representante permanente da Rússia na ONU, Vitáli Tchurkin, revelou a jornalistas algumas disposições do acordo selado entre Moscou e Washington sobre a Síria. A Rússia tem insistido na necessidade de publicar os documentos, mas os EUA são contra.
Aeronaves da coalizão internacional, liderada pelos EUA, realizaram 4 ataques aéreos contra as tropas do governo sírio. Morreram 80 soldados e o ataque abriu caminho para uma grande ofensiva do Estado Islâmico contra as forças do governo Assad. Cerca de 180 militares ficaram feridos, informou no sábado o representante oficial do ministério da Defesa da Rússia, general-major Igor Konachenko.
A Rússia convocou uma sessão de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar dos ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA contra o Exército sírio neste sábado, que, segundo Moscou, vão enfraquecer o histórico acordo de cessar-fogo que entrou em vigor no início desta semana.
Num contexto de múltiplas violações à trégua vigente na Síria desde dia 12 de setembro, o Exército Árabe Sírio repeliu nesta sexta-feira (16), uma ofensiva terrorista numa zona suburbana da capital, Damasco.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria, depois de mais um incidente nas Colinas de Golã, enviou duas cartas – uma para o secretário-geral da ONU e outra para o Conselho da Segurança, onde apela que façam Israel parar a agressão.
Um parlamentar israelense criticou o regime de Telavive por apoiar terroristas takfiri que estão lutando na Síria para derrubar o governo do presidente Bashar al-Assad.
Os Estados Unidos continuam mantendo contato com o grupo terrorista Ahrar al-Sham, organização apoiada pela Arábia Saudita que se negou a aceitar o novo acordo de cessar-fogo firmado entre Washington e Moscou para a Síria.
O secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, anunciaram terem chegado a um acordo sobre o cessar-fogo na Síria em uma entrevista coletiva na sexta (9), após mais uma rodada de reuniões em Genebra, na Suíça.