Há já sete anos que a República Árabe Síria enfrenta as consequências da manobra dos EUA, seus aliados na OTAN e os regimes reacionários na região. O conflito que já ceifou as vidas de mais de 400 mil pessoas entra para o vergonhoso livro das tragédias da humanidade. Mas em heróica resistência, o povo sírio celebra mais um aniversário da sua libertação do jugo colonialista francês, em 17 de abril de 1946, com a defesa acirrada da sua soberania.
Por Socorro Gomes*
Quando você quiser entender o presente, pergunte a si mesmo: e o passado? Os acontecimentos na Síria mostram que durante toda história do mundo o domínio nesse território sempre foi de interesse dos impérios. Entenda o que está por trás desse conflito com o vídeo.
Após o ataque dos Estados Unidos, França e Reino Unido a bases de pesquisa na Síria no sábado (14), alguns fatos vêm à tona. Apesar dos Estados Unidos se vangloriarem de terem “cumprido a missão”, houve um cuidado especial para não atacar alvos russos; estranhamente, os EUA só se importam agora com a vida dos sírios
Por Alessandra Monterastelli *
“A nós, aqui na periferia do mundo, olhando a partir de um país cujo governo destrói deliberadamente sua própria posição diplomática, só nos resta torcer pelo sucesso das negociações e por um pouco de lucidez também dentre os loucos que dirigem a política externa dos EUA. Loucos por poder, que fique bem claro, pois é isso que está em jogo. Um poder ameaçado é infinitamente mais perigoso do que um poder bem consolidado.”
Por Rita Coitinho, do Desacato.info
O Conselho de Segurança das Nações Unidas rejeitou neste sábado (14), em reunião de emergência, uma resolução apresentada pela Rússia que pedia a condenação dos bombardeios realizados na Síria por Estados Unidos, Reino Unido e França durante a madrugada.
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) repudia o criminoso ataque dos EUA, França e Reino Unido contra a República Árabe da Síria, perpetrado na manhã deste sábado, 14 (noite, no horário brasileiro, desta sexta-feira, 13).
O presidente da Bolívia, Evo Morales, condenou nesta sexta-feira (13) o ataque em conjunto lançado pelos Estados Unidos, Reino Unido e França contra a Síria. O chefe de Estado lembrou que o argumento de existência de armas químicas já foi usado anteriormente por Washington para bombardear outros países.
Após o bombardeio dos Estados Unidos na Síria, o embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, condenou o ataque que qualificou como “inadmissível” e um um insulto a Vladimir Putin, presidente Russo.
O governo de Cuba se pronunciou na manhã deste sábado (14) sobre o ataque dos Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria. A ilha comunista condenou as ações de guerra contra as instalações militares e civis sírias.
O bombardeio de alvos sírios a pretexto do uso de armas químicas pelo Exército Sírio a leste da capital, que, novamente, nunca foi confirmado, aconteceu apenas alguns dias após a Síria ter vencido os mercenários em Ghouta Oriental e evacuado a área, que retorna à relativa normalidade.
O espírito belicoso acompanha a história americana desde que os Estados Unidos surgiram no século 18. Nenhum país usou tão intensamente a força militar em todos os cantos do mundo. A razão mais alegada sempre foi a defesa da democracia. Na verdade, razões geopolíticas eram determinantes. Tratava-se de aumentar a influência imperialista americana e atender sua indústria armamentista, sedenta por usar armas, produzir armas, vender armas.
Por Haroldo Lima
Primeiramente, a narrativa de que o governo sírio fez um ataque contra civis usando armas químicas não passa de uma repetição do mesmo pretexto que os Estados Unidos de Bush usaram para a invadir o Iraque em 2003.
Por Thomas de Toledo*