No Dia Nacional de Paralisação contra o projeto de lei que amplia as terceirizações, organizado pelas centrais sindicais no final do mês de junho, o deputado Juliano Roso (PC do B), acompanhado do presidente da Assembleia Legislativa, Edson Brum (PMDB), entregou uma carta ao senador Paulo Paim (PT) que sinaliza a contrariedade da maioria do legislativo gaúcho ao PL. O ato ocorreu durante evento contra a terceirização realizado na Assembleia.
O projeto de lei sobre a terceirização tem sido revelador a respeito da qualidade do debate público no país sobre temas de grande relevância. Nota-se com clareza a tentativa de determinados setores de conduzir o assunto para criar uma Grande Verdade, um suposto consenso dos "especialistas" de sempre: o projeto de lei é a modernidade, o resto é o atraso.
Por Thiago Gurjão Alves Ribeiro*, na Carta Maior
Em entrevista à Rádio Web Agência Sindical, o senador Paulo Paim (PT-RS), fez severas críticas ao texto aprovado na Câmara, originado no PL 4.330/2004 do ex-deputado Sandro Mabel, assinalando que a proposta “desorganiza todo o mundo do trabalho”.
Com a participação de mais de 400 pessoas, entre parlamentares, militantes e dirigentes sindicais, aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o lançamento da Frente Parlamentar contra o Projeto de Lei (PL) 4330, o projeto da terceirização, que agora tramita no Senado como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015.
O texto do PL 4330/2004 aprovado na Câmara dos Deputados não reflete os anseios dos trabalhadores e do sindicalismo brasileiro. Os mandatos passam, as consequências ficam. O presidente da Câmara, Deputado Federal Eduardo Cunha, poderia ter dado efetividade ao compromisso assumido em seu discurso de posse: “(…) Nós (parlamento) precisamos nos encontrar com a sociedade e a sua pauta”.
Por Marco Aurélio*, do Sintratel.
Mobilizada pelas centrais sindicais de todo o Brasil, o Dia Nacional de Paralisação contra o PL 4330 – que amplia os contratos de terceirização -, não terminou bem para os manifestantes em Goiânia, capital de Goiás. No último dia 29 de maio, enquanto os sindicalistas mobilizavam os trabalhadores para a manifestação, que ocorreu de forma pacífica, duas pessoas foram presas, entre elas, a presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira.
"O Brasil não vai voltar a crescer porque reduziu custo na produção", explicou Elias Jabbour, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e membro do Comitê Central do PCdoB, ao desconstruir argumentos utilizados pelos que defendem a terceirização em todos os setores no mundo do trabalho.
Da Rádio Vermelho, Joanne Mota
O senador Paulo Paim (PT-RS) registrou o posicionamento unânime dos convidados contrário ao projeto de lei da terceirização e a favor do fim do fator previdenciário, em audiência promovida na segunda-feira (8) pela Comissão de Direitos Humanos do Senado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
O presidente do Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS), anunciou o calendário de audiências que vão debater, em todos os estados e no Distrito Federal, o projeto que regulamenta a terceirização e as propostas para o fim do fator previdenciário.
A mesa “O projeto de terceirização e os desafios das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros” mobilizou representantes da classe trabalhadora na manhã desta quinta-feira (4), segundo dia do 54º Congresso da UNE, em Goiânia. As intervenções reforçaram a luta contra a terceirização, a precarização e o lobby empresarial no Brasil e no mundo.
O que se pretende com a terceirização é exatamente a transformação do trabalhador em um número.
Por Jorge Luiz Souto Maior*