O vereador Pedro Tourinho (PT) protocolou e a Câmara aprovou uma Moção de Protesto contra a ação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O protesto é em relação ao fato do parlamentar ter elogiado o torturador da ditadura militar, Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, durante sessão da Câmara dos Deputados, na noite do domingo (17/04). O documento da Câmara de Campinas recebeu o apoio de vinte parlamentares.
Inconformados com a fala de Jair Bolsonaro na votação do impeachment, que saudou o falecido torturador Coronel Ustra, a União da Juventude Socialista (UJS), realizará um ato nesta quarta-feira, denunciando a prática fascista do deputado, que incita o ódio e defende agressores da ditadura militar. A ação também tem como o intuito relembrar as vítimas do regime que foram torturadas e mortas em defesa da democracia.
Lamentavelmente, coube ao deputado federal Jair Bolsonaro(PSC-RJ), o momento mais inusitado de toda a votação do impeachment no último domingo (17). Bolsonaro dedicou seu voto a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff ao torturador da ditadura militar, ex-chefe do DOI-Codi, Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto em 2015.
“Eu fui espancada por ele [Coronel Ustra] ainda no pátio do Doi-Codi. Ele me deu um safanão com as costas da mão, me jogando no chão, e gritando 'sua terrorista'. E gritou de uma forma a chamar todos os demais agentes, também torturadores, a me agarrarem e me arrastarem para uma sala de tortura”.
Na miríade das canalhices do último domingo, 17 de abril, entre traidores prosaicos, reconhecidos corruptos tipo Maluf, direitistas radicais passando por ex-esquerdistas convertidos ao Capital e os discursos burlescos de evocação da família e de deus, o que calou fundo mesmo na consciência democrática dos brasileiros foi à lembrança, infame, de um dos maiores torturadores da ditadura militar, Brilhante Ustra.
Por Paulo Fonteles Filho*
A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH) divulgou nota pública condenando – “em seus termos mais enfáticos -, a menção e aplauso a torturadores no voto do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), na votação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados no domingo (18). “Lamenta-se profundamente que a brutalidade e a gramática da violência ainda encontrem lugar nos diversos espaços da sociedade, inclusive no poder legislativo”, diz a nota.
Na ditadura militar, brasileiros ou brasileiras que se revoltassem contra qualquer coisa eram presos a uma cadeira de zinco ligada a fios desencapados que disparavam choques, causando convulsões, queimaduras e mordidas que decepavam a própria língua.
Por Elvino Bohn Gass*
Uma ação civil pública do Ministério Público Federal pede que a União e o Estado de Minas reconheçam as graves violações aos direitos humanos cometidos contra o povo Krenak durante a ditadura militar (1964-1985). A ação tramita desde dezembro de 2015.
O assassinato de Manoel Fiel Filho naquele 17 de janeiro de 1976, na carceragem do DOI-Codi do 2º Exército, em São Paulo, não teve a mesma repercussão da morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida menos de três meses antes no mesmo local e em circunstância semelhante.
O pernambucano Urariano Mota debate em sua coluna “Prosa, Poesia & Política” desta sexta-feira (23) um tema que faz parte da vida do cidadão pobre, negro e que vive à margem da sociedade, mas que não mais espanta os brasileiros: a tortura. Ela ocorre todos os dias com estes cidadãos, “já virou rotina, desde que o mundo é Brasil”, comenta.
O nome de Carlos Nicolau Danielli volta ao noticiário nacional, neste final de agosto de 2015. Danielli foi torturado pela ditadura até a morte, há 43 anos, para delatar seus companheiros. Morreu sem delatar ninguém.
Por Haroldo Lima*, no blog Renato Rabelo
Foram 29 anos de silêncio, ameaças de morte contra ele e sua família, sentimento de culpa e depressão, até que, na noite desta terça-feira (21), o ex-soldado Fernando Guzmán resolvesse contar tudo o que sabia sobre o caso “Queimados”, um dos mais emblemáticos casos de violação dos direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).