6 de Fevereiro de 2018 - 12h33

Vota mas não volta

João Guilherme Vargas Netto *

Me diz o velho comunista que vive em mim: “As massas estão em movimento”.


Mas é para brincar o carnaval em blocos, antecipando o tríduo momesco (expressão arcaica).
Multidões de jovens de todas as idades aglomeram-se nas ruas, nas grandes e pequenas cidades, com a animação de quem busca um pouco de desabafo e alegria gregária.

Quando chegar mesmo o carnaval será a vez das festas mais institucionais e televisivas, os desfiles e os bailes. Até lá o Brasil se diverte, apesar dos problemas, nas ruas e com a imensa criatividade do povo.

Como não podia deixar de ser o Rio de Janeiro, cidade e estado castigados pela violência, pela crise e pela incúria, dão o exemplo com marchinhas, sambas, funks e outras formas musicais, cantando aquilo que se poderia chamar de temas politizados ou de escracho às autoridades e às situações escandalosas.

A luta contra a deforma previdenciária e a preocupação com os votos dos parlamentares não poderiam faltar. E a marchinha (quase frevo) “Vota mas não volta”, de Pedrinho Miranda, cantada por Luís Felipe Lima explode nas ruas e viraliza nas redes sociais (obrigado, Carlos Monte, pela informações).

Reproduzo sua letra:

Seu deputado / seu senador / toma cuidado / olha a revolta / pois se votar / na reforma do Temer / vota mas não volta.

Respeite o aposentado / valorize o servidor / não entre nessa cilada / reforma do Temer / já tá bichada.

A gravação é patrocinada por um grande número de entidades sindicais de servidores públicos e passa o seu recado e o seu alerta aos deputados e senadores que dificilmente deixarão de prestar atenção a ela, ainda mais cantada por mil bocas.

* É consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo

* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.


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