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Para diretor de Itaipu, valor pago ao Paraguai é justo

O diretor-geral da usina de Itaipu, Jorge Samek, afirmou nesta terça-feira (22), em entrevista em Curitiba, que o preço pago ao Paraguai pela energia a que o país vizinho tem direito, mas não usa, é justo, e que não vê razão para alterar o acordo vigente.

Segundo Samek, a usina está com seus compromissos em dia. “Nós não vemos nenhuma razão para alterar esse tratado, que vem contribuindo para o desenvolvimento tanto do Paraguai como do Brasil”, afirmou.



Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não vai renegociar o contrato de fornecimento de energia da usina hidrelétrica de Itaipu com o Paraguai. “Nós temos um tratado, e o tratado vai se manter”, declarou Lula, durante entrevista coletiva a jornalistas em Gana.



Mais de 25 anos após a sua inauguração, a usina hidrelétrica de Itaipu Binacional continua a maior responsável pelo abastecimento energético brasileiro.



“Ela é responsável, hoje, por cerca de 20% da energia consumida pelo país”, dimensiona Secundino Soares Filho, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade de Campinas (Unicamp).



Uso brasileiro



A usina, inaugurada em 1982 a um custo atualizado de cerca de US$ 16 bilhões, só começou a gerar energia dois anos depois. Em 2000, atingiu seu recorde de produção, de 93.428 GWh. Segundo a Itaipu Binacional, sua capacidade de potência instalada é de 14.000 MW.



O total da energia produzida por Itaipu no ano passado – 90.620.003 MWh – forneceu 19% da energia consumida no Brasil e abasteceu 91% do consumo do Paraguai, país que é sócio do Brasil na usina. Essa produção seria suficiente para suprir por 71 dias todo o consumo de energia elétrica brasileiro. Uma energia indispensável, segundo Soares Filho. “Se cortar 20% da energia do Brasil, não tem solução.”



A energia gerada pela usina e destinada ao mercado brasileiro é transmitida pela Furnas Centrais Elétricas até o estado de São Paulo. Lá, ela é 'misturada' com a gerada por outras usinas e distribuída para todo o sistema, que engloba as cinco regiões brasileiras.



Fonte: G1