Campanha Salarial: Sindjorce apresenta contraproposta

Na tentativa de chegar a um bom termo, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) apresentou contraproposta às empresas, na última rodada de negociação da Campanha Salarial de Rádio e TV, ocorrida no dia 9 de abril, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Pela nova proposta, o piso e os demais salários da categoria seriam reajustados em 9%.

As demais cláusulas econômicas (Seguro de Vida e Reportagem Especial) teriam correção de 8%. A principal novidade foi a substituição do vale-alimentação/refeição, negado pelo sindicato patronal desde o começo da campanha, por uma ajuda de custo equivalente a 22 vales mensais no valor de R$ 8,00 cada um. "Se o motivo da negativa no vale refeição/alimentação era a incidência de encargo e a necessidade de estender o benefício a todos os trabalhadores das empresas, estamos procurando uma forma de recompor o salário da categoria de uma forma que traga baixo impacto aos empregadores", disse o presidente do Sindjorce, Claylson Martins. Ele destaca que, na cláusula Saúde do Jornalista, foi apresentada uma nova redação que garante aos trabalhadores no exercício da profissão, "ações que visem a melhores condições de trabalho aos jornalistas e combate a quaisquer modalidades de agressão moral ou outros eventuais desvios de comportamento".

Nas cláusulas Dispensa e Gratificação de Chefia, o presidente do Sindjorce justifica que não tem sentido fazer qualquer modificação, uma vez que estão com a mesma redação da Convenção Coletiva de Trabalho de Jornais e Revistas. "A ideia é deixarmos a CCT de Rádio e TV mais próxima da de Impresso, afinal, somos todos jornalistas", afirma Claylson. A proposta do Sindjorce é de 50% de gratificação de chefia (o sindicato patronal oferece 40%). Assistência Social também foi mantida com o texto original da minuta apresentada ainda em dezembro de 2010.

Foram retiradas da mesa as cláusulas que previam a antecipação salarial e as publicações sindicais. "O objetivo da contraproposta foi costurar um acordo, sempre preservando os interesses da categoria", afirmou a secretária-geral do Sindjorce, Samira de Castro. "Sabemos que o problema da defasagem salarial dos jornalistas cearenses não será resolvido em apenas uma campanha salarial, por isso, recuamos em algumas cláusulas, em nome de um bom acordo. Mas é preciso que as empresas se sensibilizem e valorizem seus profissionais", frisou.

Depois de ter negado e tentado modificar a redação de várias cláusulas sem justificativas plausíveis, o negociador patronal ficou de levar as propostas para serem discutidas. Esta foi a décima rodada, contando com quatro adiamentos provocados pelo sindicato patronal. A próxima rodada de negociação será dia 18 de abril, às 14h30, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Confira AQUI a contraproposta do Sindjorce

Fonte: Sindjorce