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Imperialismo parte para ameaças contra governo sírio

A administração Barack Obama anunciou nesta terça-feira (26) que vai estudar aplicar novas sanções contra a Síria, em uma ameaça que reflete a total hipocrisia dos Estados Unidos na atitude que toma em relação às manifestações no Iêmen e no Barein, seus aliados, e naquelas onde governos que não se submetem aos seus interesses estão envolvidos.

"Os Estados Unidos buscam uma série de opções possíveis, incluindo sanções", ameaçou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor, utilizando a tradicional retórica da ameaça, usando como pretexto as ações do governo sírio durante as manifestações realizadas no país.

De acordo com Vietor, as novas sanções teriam o objetivo de "responder à repressão do governo sírio contra os manifestantes" e "deixar claro que esse comportamento é inaceitável".

A Síria já é vítima de sanções impostas contra o país pelos Estados Unidos desde 2004. As medidas proibem o país de comprar produtos que contenham mais de 10% de componentes manufaturados norte-americanos.

Em 2006, foram aplicadas sanções específicas contra o Banco Comercial da Síria. Há ainda sanções que impedem o acesso a cidadãos e entidades da Síria ao sistema financeiro norte-americano.

Wikileaks

Na semana passada foi revelado que o governo dos Estados Unidos financia secretamente grupos da oposição e um canal de difusão de programas oposicionistas ao governo do presidente Bachar al-Assad.

Tais informações foram reveladas pelo site Wikileaks. Segundo telegramas diplomáticos que o site vazou, o canal Barada TV, instalado em Londres, começou a emitir em abril de 2009 e foi expandido para cobrir a onda de protestos na Síria.

De acordo com os telegramas o canal Barada TV tem ligação direta com o chamado "Movimento pela Justiça e o Desenvolvimento", uma grupo de oposicionistas sírios no exílio e o Departamento de Estado deu ao grupo cerca de US$ 6 milhões, de 2006 até hoje.

A administração estadunidense começou a molhar a mão dos oposicionistas com dinheiro da administração de George W. Bush. Os dois países romperam relações em 2005, um ano antes da torneira do financiamento ser aberta. Ela permanece aberta na administração Obama, segundo as revelações do WikiLeaks.

Homem confessa ter recebido dinheiro

A Televisão da Síria exibiu nesta terça-feira as imagens do interrogatório de um homem, preso em Daraa, que participava de uma organização terrorista local, de acordo com a emissora.

Mustafa bin Yousef Khalifa Aiyash, disse que mora no bairro de Manshiyat al-Balad, em Daraa e que foi contatado por um grupo de xeques locais, que ofereceram a ele dinheiro para pegar em armas contra o governo sírio.

Khalifa Aiyash disse que foi convencido pelos xeques porque estariam convocando a população para uma Jihad contra os "sionistas", referindo-se aos que eram contrários às manifestações e que se morresse em um confronto com eles, seria considerado "um mártir".

Entre eles estava o xeque Ibrahim al-Nayef Masalmeh, que me deu 50 mil libras sírias e me pediu para reunir-me a eles em resposta ao chamado da Jihad.

O homem também revelou que o tal xeque Masalmeh teria muito mais dinheiro para dar aos "manifestantes", desde que pegassem em armas e atacassem as forças de segurança, chamadas pelo tal xeque de "sionistas".

A emissora de televisão mostrou imagens de uma residência repleta com armas automáticas, submetralhadoras, rifles, pistolas e uma grande quantidade de munição.

A reportagem disse também que outro grupelho terrorista foi preso na cidade costeira de Jableh, ao abrir fogo em cidadãos e destruir propriedade pública e privada.

Com o grupo foram encontradas granadas, explosivos, binóculos de visão noturna e muita munição, citou a emissora.

Com agências