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3 mil estudantes confirmados para o Congresso da Oclae, em agosto

Mais de 3 mil delegados de diversos países já confirmaram presença no 16º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Estudantes (Clae), previsto para ocorrer de 10 a 14 de agosto no Uruguai. Os dados são do comitê organizador do encontro.

- OCLAE

Gastón González, secretário de comunicação da Federação de Estudantes Universitários Uruguaios (FEUU), informou que as maiores delegações confirmadas são as da Argentina, do Brasil e do Chile.

O representante das entidades estudantis na Oclae – União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) – Mateus Fiorentini, "a participação brasileira será composta de aproximadamente 500 estudantes de todo o país, fundamentalmente da região sul do país".

Mateus explica que a maior parte da delagação deve ir de ônibus, mas os estudantes esperam resposta do Ministro da Defesa para viabilizar também um avião da FAB, para o deslocamento das delegações do centro e do norte do Brasil.

Gastón González informa que o encerramento das inscrições será na próxima sexta-feira (29), e que a participação local será em torno de 2 mil pessoas, ainda que se estime uma ampliação desta presença, posto que a entrada nos eventos é gratuita.

Bandeiras

Um dos principais debates que a delegação brasileira leva para o Uruguai é a importância da organização dos estudantes na luta pela integração latino-americana, com a construção de um processo de desenvolvimento soberano e solidário do continente.

Outras bandeiras centrais para os brasileiros e que tendem a ser consensuais, são a defesa do caráter publico da educação, da autonomia universitária, da participação paritária dos segmentos da comunidade acadêmica e da sociedade nas instâncias decisórias sobre educação, e ainda a necessidade da unidade dos movimentos sociais frente a essas lutas e contra os processos de mercantilização da educação no Chile, de militarização na Colômbia e na América Central.

Outro desafio que os estudantes de toda a América Latina e Caribe identificam é "a necessidade de criar um plano de mobilidade acadêmica para o continente que presenrve o caráter público do ensino e que contribua para a integração justa e solidária dos países da região contra a hegemonia que o grupo Santander exerce hoje nessa área", explica Mateus Fiorentini.

"Vamos levar para o congresso tambem a solidariedade dos estudantes brasileiros com os estudantes do Chile, com o povo palestino, a defesa do fim do bloqueio a Cuba e pela liberdade dos 5 herois cubanos, além da lutapela liberdade do estudante Marcelo Rivera, presidente da Federação de Estudantes Universitários do Equador", complementa Mateus.

Marcelo Rivera era presidente da Federação de Estudantes Universitários do Equador (FEUE). Ele foi preso em 9 de dezembro de 2009, em uma manifestação. O governo do Equador o mantém em uma prisão de segurança máxima administrada em conjunto com o governo da Colômbia, onde estão presos narcoguerrilheiros e acusados de terrorismo.

Programação

Segundo a programação, o fórum será aberto na quinta-feira, 11 de agosto, com uma Feira da Unidade Estudantil e a conferência inaugural versará sobre: "A crise do capitalismo e suas alternativas na América Latina".

Outros colóquios abordarão as temáticas "Educação Pública no século 21"; e "A Unidade dos Movimentos Sociais e o compromisso do Movimento estudantil na luta emancipatória continental", nos dias 12 e 13 de agosto, respectivamente. 

Esses três eixos estarão acompanhados por paineis diários. A agenda incluirá um ato pelo aniversário de 45 da Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (Oclae).

O encontro será encerrado no domingo, dia 14, com uma Tribuna Antiimperialista, além da Plenária final, que aprovará resoluções e elegerá a direção da Oclae.

Santiago Soto, membro da direção do Instituto Uruguaio da Juventude (Inju), ressaltou que a instituição realizará uma semana juvenil de 11 a 20 de agosto como apoio ao Congresso.

Recitais, apresentações de teatro e exibição de filmes, mesas de debate e exposições integram a agenda concebida pelo Inju, explica Soto.

O dirigente disse ainda que as atividades serão encerradas no dia 14 com uma marcha de cinco quilômetros por importantes avenidas e pontos de Montevidéu, como a avenida 18 de julho e a Plaza Independencia, onde o fechamento será feito com uma apresentação musical.

Da redação, Luana Bonone, com informações da Prensa Latina