Com 330.890 mil casos, Brasil ultrapassa Rússia e chega ao 2o. lugar

Foram incluídos ao balanço 1.001 registros de morte em 24 horas; país ultrapassa a Rússia e se torna o segundo do mundo com mais casos de Covid-19.

Radiografia de torax com covid-19 em hospital de São Paulo

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (22) o mais recente balanço de casos e mortes causadas pela covid-19. Os principais dados são:

  • 21.048 mortes, eram 20.047 na quinta-feira (21)
  • Foram 1.001 registros de morte incluídos no balanço em 24 horas, sendo que 293 óbitos ocorreram nos últimos 3 dias
  • 330.890 casos confirmados
  • Foram 20.803 novos casos incluídos no balanço em 24 horas
  • 135.430 pacientes recuperados (40,9%)

Com esta atualização, o Brasil ultrapassou a Rússia (326.448) em número de confirmações e se tornou o segundo país com mais casos de coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (1.598.631), segundo o levantamento da Universidade Johns Hopkins.

Casos e mortes por Covid-19 em 22 de maio — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Casos e mortes por Covid-19 em 22 de maio — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Mais jovens mortos no Brasil

A proporção de adultos jovens mortos pelo novo coronavírus no Brasil é superior à de outros países duramente afetados pela pandemia, sobretudo nas classes mais pobres, que enfrentam mais obstáculos para cumprir as medidas de distanciamento social.

No país de 210 milhões de habitantes, com uma população mais jovem que a europeia, 69% dos falecidos por covid-19 têm mais de 60 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Em países como Itália e Espanha, os maiores de 60 representam 95% dos óbitos.

A diferença se explica, em primeiro lugar, pela pirâmide populacional: apenas 13,6% dos brasileiros têm mais de 60 anos, frente a 25% dos espanhóis e 28% dos italianos. Ou seja, são muito mais jovens expostos ao vírus.

O percentual de mortos por coronavírus com menos de 60 anos – que era de 19% em abril – subiu a 31% esta semana, quando o país registrou pela primeira vez, na terça-feira, mais de mil mortes em um dia. Este aumento, segundo especialistas, se deve à redução, cada vez mais, do isolamento social, conforme o governo federal incentiva a reabertura econômica.

Segundo estimativas do coletivo de pesquisadores Covid-19 Brasil, o país já teria 3,6 milhões de infectados, um número muito superior aos 310.087 que constam nos registros ministeriais.

Segundo projeções do grupo, as faixas etárias de 20 a 29 anos e de 30 a 39 concentram mais de 580.000 casos cada uma, ou seja, cerca de um terço do total de contágios.

Infectologistas defendem que os adultos jovens de classes pobres correm mais risco de desenvolver as formas mais graves da covid-19. A população de baixa renda tem fatores de risco muito comuns, como obesidade, diabetes e hipertensão, a partir da alimentação de alto teor calórico, gordura e alimentos menos saudáveis.

Ou seja, não adianta pregar isolamento vertical, por acreditar que idosos têm mais fatores de risco, quando a juventude também compartilha das mesmas doenças crônicas. Defender que jovens devam voltar ao trabalho ou à escola, é praticamente condenar uma grande parcela deles à morte por covid-19.

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