Coronavírus: entidades se reúnem com governo Bruno Covas

Agenda surgiu a partir de uma carta aberta das entidades e movimentos, lançada em 12 de maio

Lideranças de diversas entidades da sociedade civil se reuniram nesta quarta-feira (3) com uma representação do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), para tratar de ações no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. A videconferência foi articulada pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) junto ao secretário municipal da Casa Civil, Orlando Farias.

Pelas entidades, participaram Antonio Pedro, o Tonhão (Facesp), Lídia Correia (CMB), Darcy Costa (MNPR), Fernanda Nascimento (UBM), Fernanda de Paula (Unegro), Jonathan de Jesus, o Jhow (UNALGBT), Lorena Alves (UEE) e Nilda Neves (MDM), além de Marvia Scardua (do mandato de Orlando Silva). A Casa Civil da prefeitura foi representada pelo secretário-adjunto, Júnior Fagotti.

Segundo Tonhão, a agenda surgiu a partir de uma carta aberta das entidades e movimentos, lançada em 12 de maio. O documento mostrava a preocupação com o avanço da pandemia, principalmente nos bairros mais vulneráveis da periferia. Até a semana passada, Brasilândia (na zona noroeste) e Sapopemba (na zona lesta) eram os distritos com mais óbitos por Covid-19 em São Paulo

Tonhão e Lídia Correia apresentaram as principais demandas das comunidades ao governo municipal. Eles lembraram que a carta de 12 de maio procurava apoiar as medidas restritivas tomadas até então por Bruno Covas, mas sugeriam mais parcerias com a sociedade civil, por meio dos movimentos sociais.

“A participação de oito entidades contribuiu de forma qualificada para um olhar mais amplo e panorâmico sobre os meios para enfrentar a pandemia em São Paulo”, avalia Tonhão. “Focamos muito na atenção às regiões onde a pandemia está em expansão. Reivindicamos mais testagem, centros de acolhimento e ações sociais em conjunto com o Programa Saúde da Família.”

Tanto na carta de 12 de maio quanto na reunião desta quarta, as entidades lembraram que o combate à Covid19 deve levar em conta aspectos como as desigualdades regionais, a localização dos hospitais de campanha e os recortes étnicos, sociais e de gênero. As lideranças também cobraram da prefeitura uma campanha institucional de esclarecimento à população, além de uma interação maior entre o poder público e as lideranças comunitárias no território.

Júnior Fagotti, o secretário-adjunto, afirmou que levará as demandas aos secretários de Saúde, Assistência Social e de Habitação, além da própria Casa Civil. As entidades manifestaram, ainda, grande preocupação com flexibilização de setores econômicos anunciada pelo governador João Doria (PSDB). Afinal, os números de casos confirmados e mortes por Covid-19 continuam a crescer. Por fim, foi solicitada uma audiência com o prefeito.

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