Covid-19 atinge 96,4% dos municípios; mais da metade tem mortes

Dados confirmam aceleração na interiorização da doença, com maioria dos casos mudando das capitais para municípios menores.

Interiorização de casos e mortes por covid-19 no Brasil

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (8), que 5.371 municípios (96,4% do total) registram casos da covid-19. Há mortos pela doença em 51% destes (2.840). Os dados foram apresentados em balanço sobre a 27ª semana epidemiológica da doença, que se encerrou em 4 de julho. Na semana anterior, 90,1% dos municípios tinham casos e 45,8%, mortos pela covid-19. 

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Os dados foram apresentados em balanço sobre a 27ª semana epidemiológica da doença, que se encerrou em 4 de julho. Foto: Reprodução/ Ministério da Saúde

A interiorização da pandemia no país é confirmada pelo boletim epidemiológico. Dos casos acumulados, 63% são nas cidades do interior e 37%, nas capitais e regiões metropolitanas. Já em relação às vidas perdidas, a situação se inverteu e na última semana epidemiológica 52% foram registradas nas regiões metropolitanas e 48% nos demais municípios.

Na análise da evolução da pandemia por regiões, tomando como referência a semana epidemiológica número 27, as trajetórias variam. A Região Norte teve redução de 5% no número de mortes e de 15% no número de casos. Já a Região Nordeste manteve o nível de óbitos, mas teve incremento de 15% no número de pessoas infectadas em 15%. No Sudeste do país, em ambos os casos houve oscilação de 1%.

As principais altas foram registradas no Sul e no Centro-Oeste. A Região Sul teve crescimento de 36% nos casos confirmados e 27% no número de óbitos. Já no Centro-Oeste, a elevação do número de pessoas infectadas foi de 18%, e de mortes foi de 22%.

O Brasil registrou 7% a mais de mortes na semana que se encerrou em 4 de julho, sobre a anterior, e avanço de 1% no número de óbitos

O esforço do governo

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia, disse que o Brasil parece estar num “platô” (estabilização) do número de óbitos. 

“Embora muito alto, (o número de óbitos) tem se mostrado relativamente constante, com variações um pouco para cima, um pouco para baixo”, disse Correia em entrevista à imprensa. 

Questionado, Correia disse que não é possível afirmar se a queda da curva está longe ou próxima. “Não podemos concluir se o país está longe de uma queda, pois estamos aumentando cada vez mais nossa capacidade de testagem. Temos regiões distintas no Brasil. Sul e Sudeste estão em fase sazonal de inverno”, afirmou. 

Correia atribuiu a queda de mortos em algumas regiões ao “esforço deste governo” e de todo o profissional de saúde do País. “Nós temos uma preocupação importante com a evolução da doença na região centro-oeste, sul e sudeste. O que certamente tem relação com o estado sazonal desta época do ano”, disse Correia.

Aumento regional de casos

Apenas a região Norte do País apresentou queda de casos da covid-19, de 15%, na semana que se encerrou no dia 4. As mortes também caíram 5%.

O Nordeste teve 15% a mais de casos na 27ª semana, comparando com a anterior. Os óbitos ficaram estáveis. O Sudeste teve aumento de 1% em casos e redução de 1% em mortes.

O Centro-Oeste teve aumento de 18% de casos e 22% de mortes. Os maiores avanços da covid-19 foram no Sul: 36% a mais de casos e 27%, de mortes.

Profissionais de Saúde

O Ministério informou que 173.417 profissionais de saúde tiveram a covid-19, sendo 34% técnicos ou auxiliares de enfermagem, 15% enfermeiros, 11% médicos, 5% agentes comunitários e 4% recepcionistas de unidades de saúde. 

A pasta também informou que o País realizou 2,124 milhões de testes do tipo RT-PCR, sendo 37,1% na rede pública e 28,2%, na privada. O exame é tido como de “padrão ouro” para diagnóstico, pois detecta a presença do vírus.

O País ainda fez 2,671 exames sorológicos, que encontram anticorpos da covid-19, mas não são recomendados para diagnóstico.  

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