O Brasil perde Tereza Costa Rêgo

A artista plástica pernambucana expressou o imaginário popular e as mulheres de sua terra.

Foto: Rafael Furtado

Em nota divulgada no início da tarde deste domingo, a família de Tereza Costa Rêgo anunciou a morte da pintura pernambucana. Os familiares agradecem as mensagens de condolências que mostram “o quão querida ela era por todos”. A família afirma também que “devemos sempre lembrá-la com amor, gratidão, alegria e saudade por tudo o que Tereza nos proporcionou em vida”. Por fim, pede compreensão aos amigos e amigas da família “para que ela possa, nos seu convívio, superar a imensurável perda”.

Tereza Costa Rêgo faleceu aos 91 anos, no Recife. Ela estava internada desde o sábado (25), na UTI coronariana do Hospital Santa Joana, em razão de um derrame seguido de parada cardíaca. 

Com uma carreira reconhecida mundialmente nas artes plásticas, a artista chegou a dirigir o Museu Regional, o Museu do Estado e o Museu do Mamulengo. Ao lado de seu companheiro Diógenes Arruda, dirigente nacional do PCdoB, foi perseguida pela ditadura militar brasileira, tendo que se exilar no Chile e, posteriormenre, na França.

Sua vasta obra é notória por retratar o imaginário popular pernambucano e as mulheres de seu estado natal. Tereza tinha um ateliê em Olinda, onde residiu até pouco tempo.

O Portal Vermelho, que prestou homenagem à Tereza Costa Rêgo quando a artista completou 90 anos, rende sua homenagem a esta guerreira da arte brasileira e solidariza com a família, em particular com a jornalista Joana Rozowykwiat, que integrou nossa equipe por muitos anos.

Mais informações, ao longo do dia.

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