Wadson critica arrocho fiscal em BH e propõe “choque de investimentos

Candidato do PCdoB diz que “não adianta ter a prefeitura com as contas no azul e carência de obras na cidade”. Ele também ressalta a capacidade dos investimentos públicos gerarem emprego e renda.

Wadson Ribeiro, candidato do PCdoB à Prefeitura de Belo Horizonte

Candidato do PCdoB à Prefeitura de Belo Horizonte,  Wadson Ribeiro faz parte do grupo de cinco candidatos de esquerda do total de 15 candidaturas que confrontam a mentalidade bolsonarista que contamina a direita conservadora na capital mineira. Para isso, ele se diferencia do PSol, PT, PSTU e PCO com uma campanha didática e animada, enfatizando o significado da esquerda política para a qualidade de vida na cidade. 

Entre estes aspectos, Wadson critica o caráter fiscalista dos governos de direita, que enfatizam cortes de recursos e redução de orçamento e gastos com serviços públicos e obras de infraestrutura. Uma economia para agradar “o mercado”, que degradas as condições de vida na cidade, mas nunca dão os resultados prometidos pelos fiscalistas.

O comunista que também já foi presidente da UNE, do PCdoB de Minas, secretário-executivo do Ministério do Esporte e deputado federal desde 2011, ainda mostra os benefícios de haver forte investimento da arrecadação da prefeitura em obras e serviços para a população. Obras geram empregos, atraem investimentos e melhoram a oferta de serviços para a população de todos os extratos sociais.

Nesta terça-feira (13), em entrevista ao jornal O Tempo, Wadson defendeu um “choque de investimentos” na capital mineira. “Do ponto de vista econômico, o município se estagnou. Que investimentos foram atraídos para BH nos últimos quatro anos? Não adianta ter a prefeitura com as contas no azul e ter carência de obras na cidade”, disse.

Para ele, é preciso inverter a lógica da atual administração que, segundo ele, é “fiscalista”. “Não é pecado, dentro de um limite de responsabilidade, a prefeitura contrair empréstimos para fazer obras de infraestrutura. Ela tem que contrair empréstimos, tem que se organizar junto a organismos internacionais, ir junto à bancada mineira do Senado para que esses empréstimos sejam autorizados e a gente possa trazer essas obras para o município”, destacou o candidato.

Wadson ressaltou que quer descentralizar a administração municipal. “Pretendemos levar às comunidades mais carentes equipamentos públicos como restaurantes populares. Hoje, a capacidade instalada de escolas municipais de educação infantil para zerar a fila de crianças de zero a três anos é insuficiente. Eu só consigo fazer isso com um programa de obras”, frisou o candidato.

De acordo com o postulante do PCdoB, a questão se repete na área da saúde. “Há muitos bairros em Belo Horizonte que não têm unidade básica de saúde (UBS) e há uma enorme quantidade que precisa ser reformada. Tudo isso é obra, tudo isso é investimento, porque você está movimentando a construção civil, gerando obras, empregos formais, aquecendo a economia do município. Nós vamos fazer isso”, garantiu Ribeiro.

Assim, o programa registrado por Wadson na Justiça Eleitoral inclui retomada de obras paralisadas pela gestão atual, construção de novas unidades de saúde, creches, moradias e saneamento. Mas é possível criar novas frentes de renda e emprego de forma criativa, estimulando a gastronomia na cidade, assim como a produção áudio-visual, incentivando eventos públicos como feiras e festas folclóricas, eventos esportivos, além de criar programa de renda mínima e aumentando a gratuidade do transporte público e baixando o custo da tarifa. 

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