BC já queimou US$ 23,45 bilhões em reservas para segurar dólar em 2020

Nesta quarta (28), ante nova disparada da moeda norte-americana, a instituição voltou a negociar as reservas, em um leilão de US$ 1,042 bilhão.

De o início da pandemia, o Banco Central já queimou US$ 23,451 bilhões das reservas internacionais brasileiras para segurar a alta do dólar, segundo informação do Estadão Conteúdo. Somente em março, o BC vendeu o equivalente a US$ 10,674 bilhões. Nesta quarta (28), ante nova disparada da moeda norte-americana, fez um leilão em que negociou US$ 1,042 bilhão.

Quando a autoridade monetária intervém no mercado, aumentando a oferta de dólares, a intenção não é necessariamente fazer a cotação cair frente ao real, mas evitar que dispare rapidamente.

Segundo o Estadão, nos últimos meses, além de venda a vista de dólares o BC também promoveu operações de linha (venda de dólares com compromisso de recompra no futuro) e leilões de swap.

O swap é um tipo de contrato cambial que, ao ser negociado no mercado, tem um efeito equivalente à venda de dólares no mercado futuro da moeda americana. Na prática, é uma forma de o BC vender dólares, mas sem ter de mexer nas reservas internacionais – o seguro do país contra crises.

O mercado manifestou nervosismo na quarta e quinta-feira (29) diante da segunda da Covid-19 na Europa, que ameaça a retomada econômica global. Não se sabe como isso impactará o Brasil, e há um receio de que o governo não consiga controlar o gasto público, agenda cara ao mercado.

O real foi a da moeda que mais se desvalorizou em 2020 em relação ao dólar, com queda de 40%, em uma lista de 30 países da agência de notícias Reuters.

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