Deputados cobram respostas sobre assassinato de Marielle Franco

Caso completa 1000 dias sem conclusão. No Parlamento e nas redes sociais, as perguntas “quem mandou matar Marielle e Anderson” e “por quê?” repercutiram nesta terça-feira (8)

A vereadora Marielle Franco

Há 1000 dias, as perguntas “Quem mandou matar Marielle”, e “Por quê?” reverberam nas redes sociais. Nesta terça-feira (8), os questionamentos também foram reforçados no Parlamento. Deputados do PCdoB se somaram às vozes que indagam as razões e os mandantes do crime contra a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

“Exigimos justiça. Queremos saber”, destacou a líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC).

Membro de uma comissão externa que foi criada à época do crime para acompanhar as investigações, a deputada Jandira Feghali (RJ) afirmou que “a dor tem que cessar com a verdade” e cobrou “quem mandou matar e por quê?”.

Desde o dia 14 de março de 2018, a Delegacia de Homicídios e o Ministério Público estão investigando os assassinatos. Os suspeitos das execuções – o PM reformado Ronnie Lessa e o PM expulso Elcio de Queiroz – ainda aguardam julgamento e interferências no processo de investigação renderam denúncia ao Superior Tribunal de Justiça pela então procuradora-geral da República Raquel Dodge.

O deputado Daniel Almeida (BA) lembrou que Marielle “representava a voz de muitas pessoas que sofriam com as injustiças que assolam o país, principalmente as pessoas pretas e da favela” e reiterou a necessidade da conclusão das investigações. “Nós queremos respostas! Justiça por Marielle! Justiça por Emily e Rebeca!”, afirmou o parlamentar, também se referindo ao assassinato, há quatro dias, das primas Emily e Rebecca, em Duque de Caxias.

Marielle e Anderson foram assassinados no cruzamento das ruas Joaquim Palhares, Estácio de Sá e João Paulo I, pouco mais de um quilômetro distante da casa da vereadora. Um carro emparelhou com o chevrolet Agile de Marielle e vários tiros foram disparados contra o banco de trás, justamente onde ela estava. Treze disparos atingiram o carro.

Quatro tiros atingiram a cabeça da parlamentar. Apesar dos disparos terem sido feitos contra o vidro traseiro, três deles, por causa da trajetória dos projéteis, chegaram até a frente do carro e perfuraram as costas do motorista Anderson Gomes. Os dois morreram ainda no local.

A única sobrevivente foi uma assessora de Marielle. O carro ou os carros usados no crime (acredita-se que tenham sido dois) deixaram o local sem que os autores do homicídio pudessem ser identificados, pois as câmeras de trânsito que existem na região estavam desligadas.

“O Brasil continua esperando a resposta. Quem mandou matar?”, afirmou o deputado Orlando Silva (SP).

A deputada Alice Portugal (BA) também reiterou a cobrança. “Quem mandou matar Marielle Franco? Hoje se completam mil dias do assassinato brutal de Marielle e Anderson e não sabemos quem foi o mandante desse crime. Queremos justiça!!!”

O deputado Marcelo Freixo (PSOL) diz que a execução de Marielle é o atestado de óbito do Rio, uma cidade submetida à tirania do crime organizado e seus cúmplices na política. “O Rio precisa ser refundado. E essa refundação passa por sabermos quem mandou matar Marielle”, afirmou.

“Há 1000 dias, foram assassinados a vereadora Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes. Já se sabe quem puxou o gatilho. Faltam os mandantes, que há mais de dois anos estão desaparecidos, ou ainda não foram identificados pelos órgãos de investigação e repressão ao crime”, disse o líder do PT na Câmara dos Deputados, Enio Verri (PR).

Fonte: Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados

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