Polícia Federal prende militar golpista que estava nos EUA

Coronel do Exército Bernardo Romão Corrêa Neto é um dos quatro investigados que tiveram a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF

Foto: Exército

A Polícia Federal (PF) prendeu neste domingo (11), em Brasília, o coronel do Exército Bernardo Romão Corrêa Neto, que voltava dos Estados Unidos. No momento, o militar está sob custódia da PF no Batalhão da Guarda Presidencial.

Envolvido na trama bolsonarista para dar um golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022, Bernardo foi detido ao desembarcar, de madrugada, no Aeroporto Internacional de Brasília. Ele também teve três passaportes e um telefone celular apreendidos.

A medida é um desdobramento da operação Tempus Veritatis. Bernardo é um dos quatro investigados que tiveram a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) – os outros são Filipe Martins, Marcelo Câmara e Rafael Martins. O coronel passou pela audiência de custódia e espera uma decisão de Moraes para saber se continuará preso.

Sua função no golpe era selecionar militares formados no curso de Forças Especiais (Kids Pretos) para auxiliarem a manobra inconstitucional que prenderia ministros do Supremo e decretaria Estado de Sítio no Brasil. O militar atuava em linha direta com o tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens da Presidência da República.

Em dezembro de 2022, após participar da movimentação golpista do presidente Jair Bolsonaro, Bernardo viajou para os Estados Unidos, onde fazia treinamento no Colégio Interamericano de Defesa. Ele é acusado de envolvimento nos crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de direito.

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