Executores dos assassinatos de Colombiano e Catarina estão soltos

Indignação. Este é o sentimento de amigos, familiares de Paulo Colombiano e Catarina Galindo, da militância do PCdoB e do movimento sindical classista. Os executores do duplo homicídio, ocorrido em 29 de junho de 2010, Wagner Luis Lopes de Souza, Edilson Duarte de Araújo e Adailton Araújo de Jesus, foram libertados.

Isso correu poucos meses depois de os irmãos Claudomiro César Ferreira Santana e Cássio Miranda de Santana – donos da MasterMed, responsáveis pelos assassinatos -, serem liberados para responder ao processo em liberdade, apenas 21 dias após terem a prisão decretada. A polícia baiana prendeu os acusados de matar o casal de sindicalistas e os mandantes do crime e agora a família vê os esforços se esvaindo.

Além de a decisão da Justiça ser absurda, reforça a realidade de impunidade instalada no Brasil. De acordo com o irmão da vítima, Geraldo Galindo, presidente do PCdoB municipal, seria bom que a sociedade baiana soubesse qual o nome do juiz que liberou os bandidos, por qual razão, o que o teria sensibilizado, qual argumento utilizado. Embora não haja explicação para tal decisão, já que está provada a autoria.

“Já sabemos que ricos nesse país dificilmente ficam presos e que sempre há juízes à disposição dos mesmos para que cometam crimes e fiquem impunes, mas obviamente que não aceitaremos essa lógica perversa. Lutaremos até o último momento pela prisão dos criminosos do colarinho branco e seus capatazes sem escrúpulo”. O movimento não aceita que os mandantes e os executores circulem livremente, prontos a cometer novos crimes.

No mês passado, vândalos foram flagrados pichando os cartazes da campanha pela punição dos bandidos espalhados pela cidade. Provavelmente, devem estar sendo pagos pelos autores do crime, na tentativa de fazer com que esta barbaridade caia no esquecimento.

De Salvador,
Maiana Brito