A retro-perspectiva econômica e política no Brasil

Eliminar os gargalos sociais será um grande desafio após toda a trama política, econômica e social envolvida desde a crise política e econômica de 2015 no Brasil

Após os avanços dos anos 2000 e meados da década de 2010, com a redução drástica da pobreza, aumento da escolaridade média dos brasileiros, aumento da renda média dos trabalhadores, formalização do trabalho e com a saída do país do mapa da fome do Brasil, 2015 inicia-se com uma trágica trama para os brasileiros com uma profunda crise econômica e política e alterações substanciais no caminho da política econômica que retrocedeu indicadores sociais em anos.

Dois pontos foram fundamentais nesse período: as decisões políticas-econômicas e a conjuntura econômica internacional, a qual afetaram profundamente de forma positiva e negativa nessas últimas duas décadas do Brasil. As eleições desse ano trouxeram uma disputa de planos antagônicos, de um lado a representação da continuidade do retrocesso e, do outro lado, uma alternativa a esse plano que impactou significativamente a volta do país ao mapa da fome. A alternativa venceu as eleições presidenciais, mas o cenário é de desafios.

As expectativas de crises econômicas em diversos países em 2023 será um desafio externo para o novo presidente, já no campo interno, a política será o principal adversário na tentativa de implementar um plano verdadeiramente econômico, político e social no Brasil. O “bolsonarismo” se tornou maior que Bolsonaro com o aumento dos adeptos as pautas conservadoras e anticonstitucionais, além da fortificação da ala conservadora eleita para o Congresso Nacional.

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Trabalhar na credibilidade com a população e na comunicação com o congresso e governadores serão os principais desafios para estabilizar a política no Brasil e buscar alternativas reais para a economia brasileira que inclua a sociedade como pano de fundo de um plano governamental, a qual contenha a redução das desigualdades, eliminação da extrema pobreza, fornecimento de serviços públicos de qualidade como saúde e educação e melhoria progressiva da qualidade de vida dos brasileiros.

Eliminar esses gargalos sociais será o grande desafio após toda a trama política, econômica e social envolvida desde a crise econômica e política de 2015. Para isso, um plano econômico com apoio da população brasileira baseado em massivos investimos em áreas prioritárias, redistribuição de renda, regulação trabalhista e mudanças de políticas econômicas, como a política fiscal do teto de gastos, serão essenciais.

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