A pouco mais de um mês do desfile que vai levar para a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, o samba-enredo Xingu – o Clamor da Floresta, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense continua na mira de ataques do agronegócio e de seus aliados.
Desde o ano passado, o já concentradíssimo mundo das multinacionais dos insumos para o agronegócio parece caminhar rumo a uma concentração ainda maior. As chamadas “6 grandes” do ramo – Syngenta, Bayer, Monsanto, Dow, Basf e Dupont – anunciaram fusões que podem levar a termos em breve apenas “3 gigantes”.
Por Por Alan Tygel*, no MST
Nesta semana, após a escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense divulgar o enredo que desfilará este ano pela Marquês de Sapucaí, uma série de críticas foram divulgadas na imprensa. O tema “Xingu, o Clamor que Vem da Floresta” causou polêmica entre grandes produtores e criadores do agronegócio por exaltar na letra de seu samba a luta indígena e criticar o “belo monstro” que “rouba as terras, devora as matas e seca os rios”.
O preconceito e conservadorismo atingem níveis alarmantes no país. No último episódio de intolerância, a jornalista Fabélia Oliveira, apresentadora do do programa “Sucesso no Campo”, da TV Record de Goiás, resolveu destilar ofensas aos cariocas, sambistas, defensores do meio ambiente e até aos indígenas. Segundo ela, índios devem seguir à risca sua cultura, não podendo usar das tecnologias ou remédios, devendo, portando, morrer de malária, tétano ou no momento do parto.
Relatório da Oxfam revela dívidas astronômicas que, se pagas, assentariam 214 mil famílias; e o governo Temer quer anistiar o setor.
Por Cauê Seignemartin Ameni
“Para o agronegócio, promessas de bom futuro; para a agricultura familiar e para os assentados da reforma agrária, o desmonte, rápido, sem trégua e total, executado em meio a promessas irresponsáveis, intenções fraudulentas e acenos enganosos que decisões, ações e omissões denunciam a cada dia.” Essa é a avaliação feita pelo ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e deputado Patrus Ananias (PT-MG), diante da proposta orçamentária do presidente ilegítimo Michel Temer.
Alterar a regras de demarcação de áreas indígenas. Autorizar a compra de terras brasileiras por estrangeiros. Mudar as regras de licenciamento ambiental. Três pautas insistentemente defendidas por ruralistas e pela bancada conservadora do Congresso Nacional caminham para receber um importante carimbo para que tramitem sem problemas pelo Legislativo brasileiro: o da Presidência da República.
Os mapas produzidos por Larissa Mies Bombardi são chocantes. Quando você acha que já chegou ao fundo do poço, a professora de Geografia Agrária da USP passa para o mapa seguinte. E, acredite, o que era ruim fica pior. Mortes por intoxicação, mortes por suicídio, outras intoxicações causadas pelos agrotóxicos no Brasil. A pesquisadora reuniu os dados sobre os venenos agrícolas em uma sequência cartográfica que dá dimensão complexa a um problema pouco debatido no país.
Nos últimos dias, fomos bombardeados pelas notícias sobre a alta no preço do feijão. O povo, chocado em ver o quilo passando de R$10, ouviu as mais diversas explicações dos analistas: geada e muita chuva no sul, falta de chuva em outras regiões, e até o boato de que uma pequena doação para Cuba feita em outubro de 2015 teria sido a causa da escassez.
Por Alan Tygel
Apesar da intensa violência contra os povos indígenas e camponeses, no decorrer do ano passado e início deste ano, vale lembrar a brava e heroica resistência da comunidade Kaiowá Guarani de Kurusu Ambá, sob intenso fogo de armas, tendo sido expulsos e seus barracos queimados.
Por Egon Heck*, Do Cimi
Uma equipe de pesquisadores, coordenados pelo professor José Osvaldo Bezerra Carioca, desenvolveu o “Programa de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável do Agronegócio do Ceará”. O objetivo é instalar sete Centros de Inovação em vários municípios cearenses que serão coordenados pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), com a interveniência da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).
Após o assassinato do menino Vitor Kaingang, de 2 anos, degolado em uma rodoviária, na cidade de Imbituba (SC), no 31 de dezembro, o Conselho Indigenista Misionário (CIMI) denunciou em nota o aumento da intolerância contra os povos indígenas no sul do país.