Após os protestos de rua de junho os políticos em geral perderam popularidade – à exceção de Marina Silva, que ganhou aprovação com aqueles movimentos e depois perdeu o que tinha ganhado enquanto políticos como Dilma Rousseff, que haviam sido mais prejudicados, foram se recuperando e a opinião pública foi despertando da catarse em que mergulhara.
Por Eduardo Guimarães*, no Blog da Cidadania
A propaganda pró-governador Geraldo Alckmin e pró-PSDB que o PSB da dupla parceira Eduardo Campos/Marina Silva faz neste momento em São Paulo – as inserções no rádio e TV começaram ontem e vão até quarta-feira da semana que vem, em dias alternados – é algo inédito na política brasileira.
Reportagem discreta da revista dos Civita aborda o enriquecimento inexplicável de servidores do governo de São Paulo, que teriam recebido propinas de empresas como Alstom e Siemens.
Ao contrário do discurso e da promessa de investigar as denúncias de corrupção envolvendo empresas estrangeiras e companhias estaduais de São Paulo, entre elas o Metrô, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem trabalhado para impedir que qualquer ação ocorra na Assembleia Legislativa de São Paulo – inclusive sobre possíveis esquemas paralelos dentro da máquina administrativa.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), colocou à venda 60 terrenos onde vivem cerca de 400 famílias na região da avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da capital paulista. Os moradores afirmam que ficaram sabendo dos leilões por terceiros e que o governo não os procurou para dar qualquer informação. As áreas pertencem ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), se estendem da avenida Washington Luís à Marginal Pinheiros e já têm data marcada para os leilões.
Servidores da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) vêm a público para se manifestarem contrários a fusão da mesma com outras duas fundações. A medida foi anunciada pelo governo do Estado de São Paulo como uma medida de economia, em resposta à Jornada de Junho. Em entrevista à Rádio Vermelho, duas técnicas da Fundap revelam que, além de não reduzir os gastos públicos, haverá perda do patrimônio e mais gastos.
Na Tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 21, o deputado Alcides Amazonas (PCdoB) criticou a mesa diretora devido aos excessos da Polícia Militar durante manifestação ocorrida em frente à Casa no dia 14 de agosto e pela falta de diálogo com os manifestantes que tentaram acompanhar a sessão plenária.
Aconteceu na noite de terça-feira (20) o 6º Ato Fora Alckmin, governador de São Paulo, no centro da capital paulista. Segundo informações da Mídia Ninja, o grupo de manifestantes foi acompanhado por cerca de 100 policiais ao longo da marcha, iniciada na Avenida Paulista. Ao final, integrantes do Black Bloc foram 'escoltados' até dentro do vagão do Metrô paulista, a pedido da empresa.
A grande e velha imprensa tentou esconder, mas não conseguiu. A denúncia de corrupção que envolve a nata tucana paulista, leia-se principalmente, Geraldo Alckmin e José Serra, é tema de conversas nas redes sociais e também do último protesto realizado hoje (14) nas ruas de São Paulo.
O governo tucano de São Paulo fica cada vez mais enredado no caso de cartel das licitações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Documentos apresentados pela Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) comprovariam o pagamento de propinas a autoridades envolvidas no esquema que lesou os cofres públicos paulistas em pelo menos R$ 425 milhões.
Juntamente com os metroviários de São Paulo, o Movimento Passe Livre (MPL) entregou uma carta aberta à população paulistana em que denuncia o esquema de corrupção do PSDB com um cartel de 18 grandes transnacionais. Uma panfletagem no sistema metroviário foi promovida na terça-feira (6).
Cerca de 20 jovens estão acampados desde a madrugada de sábado (3) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no bairro Morumbi, sede do governo estadual, onde reside o governador Geraldo Alckmin. Eles chegaram ao local por volta da 1h, após participarem de um protesto na região da Avenida Paulista na noite de sexta-feira (2). O grupo diz que não pretende deixar a área até que as reivindicações apresentadas sejam atendidas.