Declaração pública sobre proposta para se chegar a um acordo entre a oposição e o governo para uma nova Constituição.
Após um mês de protestos, com dezenas de milhares de manifestantes nas ruas, o Congresso do Chile anunciou, nas primeiras horas desta sexta-feira (15), um acordo histórico entre governo e oposição: será convocado para abril de 2020 um plebiscito sobre uma nova Constituição, que substituirá a atual Carta Magna, promulgada sob a ditadura de Augusto Pinochet. É uma vitória da mobilização popular que emparedou o governo neoliberal de presidente Sebastián Piñera e cobrou profundas reformas sociais.
Um tribunal em Santiago acatou uma denúncia contra o presidente do Chile, Sebastián Piñera, e outras autoridades do país, por responsabilidade em supostos crimes contra a humanidade cometidos durante a crise social que o Chile vive há quase três semanas e que matou 20 pessoas. A ação foi encaminhada por 16 advogados de organizações de direitos humanos, segundo informação divulgada na noite de quarta-feira (06/11) pela imprensa local.
“Não voltaremos à normalidade porque a normalidade era o problema.” A frase, estampada em cartazes nas manifestações que tomam as ruas do Chile há três semanas, está refletida nos resultados de uma pesquisa recém-publicada pela Universidade do Chile. Segundo o levantamento, 85,8% da população apoia os protestos e 83,9% concordam com que sejam feitas mudanças na atual Constituição , herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
“Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos”.
Salvador Allende
O levante popular no Chile e a importante vitória na Argentina impulsionaram um conjunto de comparações com a situação brasileira.
*Ricardo Cappelli
O jornalista do Barão de Itararé, Felipe Bianchi, recebe Marco Piva, apresentador do programa de rádio Brasil Latino e diretor do canal O Planeta Azul, para comentar a eleição na Argentina, a realização de segundo turno no Uruguai e a conjuntura do continente.
Novos horizontes vão aparecendo na América Latina, ou Latino América, como dizem nossos vizinhos que falam castelhano.
Em um país que há muito tempo se destaca como garoto-propaganda dos princípios do livre mercado na América Latina, duas jovens comunistas recebem enorme atenção no Chile.
Após mais de uma semana de protestos, a aprovação do presidente chileno Sebastián Piñera caiu para um mínimo histórico. Segundo pesquisa do instituto Cadem, divulgada neste domingo (27), somente 14% aprovam a gestão, ao mesmo tempo em que a desaprovação disparou e atingiu 78%, um recorde desde o retorno à democracia, em 1990.
Após a marcha de um milhão de pessoas nas ruas de Santiago nesta sexta-feira (25), o presidente do Chile, Sebastián Piñera, anuncia, neste sábado (26), o pedido de renúncia aos seus ministros e o cessar do estado de emergência decretados em várias partes do país.
Centenas de milhares de manifestantes no Chile desobedeceram mais uma vez, nesta sexta-feira (25), o toque de recolher decretado pelo presidente Sebastian Piñera, se reunindo na praça central de Santiago no oitavo dia de mobilizações no País.
Por Pedro Marin*