O empresário José Ricardo Santana depõe nesta quinta-feira (26) na CPI da Covid. Ele esteve presente em jantar em restaurante de Brasília, em 25 de fevereiro, quando teria sido feito pedido de propina no episódio da oferta de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca pela empresa americana Davati.
O requerimento de convocação é do relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). O senador justifica que José Ricardo Santana também tem ligação direta com Francisco Emerson Maximiano, seus sócios e empresas — entre elas, a Precisa Medicamentos
A empresa FIB Bank, que apesar do nome não é banco e nem tem autorização do BC para funcionar como instituição financeira, forneceu a Precisa uma “carta fiança” de R$ 80,7 milhões, ou seja, 5% do contrato assinado com o Ministério da Saúde
A solicitação foi entregue pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) ao presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM)
O procurador-geral da República, Augusto Aras, comprometeu-se em se posicionar sobre o relatório em até 30 dias, assim que receber o texto a ser elaborado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL)
O diretor da FIB Bank Roberto Pereira Ramos Júnior depõe nesta quarta-feira (25) na CPI da Covid. Apesar do nome, a empresa não é um banco e não tem autorização do Banco Central para atuar como instituição financeira
Apesar do nome, o FIB Bank não é um banco e não tem autorização do Banco Central para atuar como instituição financeira. Mesmo assim, deu aval para a Precisa Medicamentos na negociação com o Ministério da Saúde para a venda de 20 milhões de doses da vacina Covaxin
O depoente Emanuel Catori, sócio da Belcher, disse na CPI que participou de live com os empresários bolsonaristas Carlos Wizard, Luciano Hang e Alan Eccel para trabalhar pela doação de vacinas, mas o objetivo do movimento era defender a vacinação pelo setor privado
Emanuel Catori admite que foi levado pelo líder de Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros, para uma reunião com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Na ocasião, a empresa já tinha uma carta de confidencialidade com o laboratório chinês CanSino na negociação com o ministério para o fornecimento de 60 milhões de doses da vacina Convidencia ao custo de R$ 5 bilhões
O sócio da farmacêutica Belcher Emanuel Catori depõe nesta quarta-feira (24) na CPI da Covid. Os senadores querem aprofundar as investigações sobre a relação dele com o líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Ele obteve um habeas corpus do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para permanecer em silêncio nas perguntas que possam lhe incriminar
A empresa atuou como intermediária do laboratório chinês CanSino na negociação com o Ministério da Saúde pelo fornecimento de 60 milhões de doses da vacina Convidencia ao custo de R$ 5 bilhões
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), é suspeito de facilitar os contratos da Belcher com o Ministério da Saúde