Para Pedro Luiz Côrtes, “estamos em um ciclo vicioso. O aumento do preço não consegue diminuir o consumo, mas ele aumenta a inflação”
Pedro Luiz Côrtes diz que as medidas já deviam ter sido tomadas antes e que o governo teme o termo “racionamento” devido ao período eleitoral.
Deputados criticam elevação da bandeira tarifária que torna a conta de luz 6,78% mais cara para as famílias. Aumento também terá impacto para pequenas indústrias, que mal conseguem recuperar perdas acumuladas na pandemia.
Conta de luz vai subir quase 7% com nova taxa de ‘escassez hídrica’. Desconto a quem poupar energia será pago pelos próprios consumidores
Em discussão ainda está um possível bônus para grandes consumidores (grandes empresas, indústrias, shopping centers) que reduzirem o consumo.
Energia deve seguir pressionando. Última vez que IPCA alcançou dois dígitos foi em 2015, quando ficou em 10,67%. Antes, havia fechado em 12,53% em 2002.
No ano passado, o governo optou por usar água dos reservatórios da bacia do Paraná esperando poder recompô-los com as chuvas no fim de 2020 e início de 2021. No entanto, as chuvas não vieram.
Pela decisão, a taxa na conta de luz passa de R$ 6,243 por 100 kWh para R$ 9,49 por 100 kWh.
Medida irá agora para sanção presidencial. Oposição tenta obstruir votação e ameaça entrar na Justiça.
Para completar as 7 pragas do Egito, faltam 4. A terceira já está a caminho: a crise hídrica. As 2 anteriores resultaram em desastres. A guerra contra pandemia Covid-19 e a guerra contra a crise econômica terminaram com derrotas acachapantes, administradas respectivamente por Eduardo Pazuello e Paulo Guedes.
Roberto Campos Neto sinalizou ainda que movimento inflacionário pode levar a aumento de juros.
Segundo Ikaro Chaves, da Aesel, país vive situação semelhante à de 2001, quando brasileiros passaram por um racionamento de energia.