É o pior resultado para negociações coletivas desde que o Dieese começou a fazer o acompanhamento, em 2018.
Inflação generalizada diminui poder de compra já limitado do auxílio emergencial de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro.
Combinado com a evolução das negociações salariais, que em geral não repõem sequer o INPC, a carestia impõem um crescente arrocho dos salários
O valor corresponde a 4,86 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1,1 mil. Em abril, montante necessário à sobrevivência de uma família foi R$ 5.330,69.
Na maioria das capitais pesquisadas, subiram os preços do açúcar, óleo de soja, carne bovina, café em pó, pão francês, leite integral e manteiga.
O Amazonas foi o estado com maior crescimento: de 114, nos três primeiros meses de 2020, para 613 este ano, ou seja, houve alta de 437,7%
O cálculo é feito pelo Dieese com base na cesta básica mais cara do país, levando em consideração uma família de quatro pessoas.
Itens como carne, óleo, manteiga, feijão e tomate subiram na maioria das capitais pesquisadas. Só a banana teve queda disseminada de preços em relação a março.
Florianópolis lidera ranking no custo de kit básico de alimentação
Os setores com mais negociações sobre o tema foram serviços (17,5%) e comércio (16,3%). Na indústria, percentual foi de 9,7%
Os itens da cesta básica continuam custando mais de R$ 600 em quatro capitais e em sete, custam mais de R$ 500. Salário mínimo necessário ficou em R$ 5.315,74, segundo Dieese
Preços dos alimentos sobem três vezes mais que a inflação dos últimos 12 meses, maior alta nos últimos 18 anos, mas os reajustes salariais médios ficaram negativos em média 0,53%.