A francesa Esther Duflo, o indiano Abhijit Banerjee e o americano Michael Kremer são os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2019 por seus trabalhos sobre a pobreza. O trio foi premiado "por sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global", afirmou o júri da Academia Real de Ciências da Suécia. A intelectual francesa é das mais brilhantes de sua geração, defende a redistribuição de renda e é otimista quanto ao futuro.
Seis brasileiros acumulam a mesma riqueza que 50% da população mais pobre do país, segundo a ONG Oxfam. Na contramão do enfrentamento à desigualdade, o Brasil não tem combatido problemas como o sistema tributário injusto e o desvio de grande parte do fundo público para pagamento de juros. Para piorar, medidas anunciadas por Michel Temer devem retirar direitos, achatar salários e manter privilégios, ampliando o fosso que separa os poucos ricos dos muitos pobres.
Por Joana Rozowykwiat
De acordo com estudo feito pelo economista Rodrigo Octávio Orair, que estuda alternativas ao atual sistema tributário brasileiro, aproximadamente 70 mil pessoas estão no topo da pirâmide dos super-ricos brasileiros, que têm rendimentos acima de um milhão e trezentos mil reais anuais e, em segundo lugar, estão as outras 200 mil pessoas mais ricas do país, com rendimentos a partir de 650 mil anuais.
Após cair ampla e ininterruptamente entre 1942 e 1963, a desigualdade social no Brasil deu um salto e voltou a crescer rapidamente já nos primeiros anos da ditadura militar, a partir do golpe de 1964. Tal movimento, desconhecido na história econômica do país, é uma das conclusões de um estudo que, a partir de dados tributários, remonta a história de nove décadas de desigualdade social no Brasil.
No debate sobre desigualdade no território nacional, organizado pela Fundação Perseu Abramo em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), nesta quarta-feira (21), o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, foi o convidado especial e admitiu o esfriamento dos movimentos de massa.
Os 0,9% mais ricos do País detêm entre 59,90% e 68,49% da riqueza dos brasileiros, sendo as principais fontes de acumulação de riqueza os fluxos de renda e heranças recebidas. Para persistir distribuindo renda seriam necessárias alterações tributárias.
Por Róber Iturriet Avila*, publicado no Brasil Debate
Os desafios do futuro só podem ser bem enfrentados se compreendidos tanto o nosso passado quanto o presente. No passado recente, nosso país viveu anos bastante difíceis. Nas décadas de 1980 e 1990 do século 20, a crise da dívida e o neoliberalismo abalaram o Estado, o crescimento econômico, o mercado de trabalho, a indústria, a infraestrutura econômica e social e as políticas públicas, acentuando ainda mais a inflação e a desigualdade.
Por Jorge Mattoso*, em Brasil Debate
A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei que obriga o governo a divulgar anualmente dados referentes à distribuição pessoal da renda e da riqueza da população brasileira, com base nos dados da declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física.
Entre ricos e pobres, entre Norte e Sul, entre negros e brancos, acesso à educação no país é marcado por diferença de oportunidades determinante na vida adulta. Distorção nos recursos é o fator central.
O avanço na distribuição da renda do país deve continuar e se manter perene. Precisa permanecer sendo uma bandeira dos governos vindouros.
Por José Carlos Peliano (*)
Durante participação no encerramento do 2º Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Local, em Foz do Iguaçu, nesta sexta-feira (1º/11), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou de sua experiência, como presidente e nas Caravanas da Cidadania, quando viajou pelo Brasil conhecendo as realidades locais e o potencial de desenvolvimento do interior do país.
No Piauí, os beneficiários do PBF ainda podem contar com o fortalecimento de empreendimentos.