Uma decisão da Câmara Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu o fechamento da Escola Estadual Braz Cubas, em Santos, litoral de São Paulo. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (16), após a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrarem com uma ação contra o encerramento das aulas na unidade a partir de 2016.
Polícia Militar reprime estudantes em ocupação na escola José Lins do Rego, na zona sul da capital paulista, além de prender um professor que apoiava a mobilização.
A Justiça suspendeu, na noite de sexta-feira (13), a reintegração de posse de duas escolas estaduais ocupadas por estudantes que protestam contra o projeto de "reorganização" escolar que será implantado no início de 2016. O projeto da Secretaria de Educação prevê o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes para instituições de ensino da região onde moram.
Desde as primeiras horas desta quinta-feira (12), estudantes da Escola Estadual Presidente Salvador Allende Gossens, que fica no Bairro Conjunto Residencial José Bonifácio, extremo leste de São Paulo, ocupam a unidade, em protesto contra o projeto de reorganização do ensino imposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). A escola consta na lista das 94 que devem ser fechadas a partir do ano que vem.
Cerca de 250 estudantes da Escola Estadual Fernão Dias, na capital paulista, estão ocupando o colégio desde terça-feira (10). O local faz parte do plano de restruturação do governo Alckmin, que pretende fechar 94 escolas em todo o estado e outras centenas de salas de aulas, transferindo essa parcela da responsabilidade do governo do estado para o município.
Por Laís Gouveia
Uma manifestação em defesa de investimentos em habitação popular e contra o projeto de reorganização das escolas estaduais ocorreu nesta terça-feira (10) na Avenida Morumbi, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. De acordo com a Companhia de Engenharia de tráfego (CET), a via, localizada na zona sul, foi fechada pelos manifestantes por volta das 11h45.
Temos dito, e reafirmamos, que esta verdadeira bagunça que o governo Alckmin está fazendo, com o fechamento de 94 escolas e mudanças em outras 752 unidades visa tão somente o corte de gastos, a "racionalização" administrativa e financeira, o "enxugamento" da máquina do Estado, enfim, a aplicação do receituário neoliberal do Estado mínimo, concepção sempre implementada pelo PSDB aos serviços públicos.
Por Bebel Noronha, presidente da Apeoesp
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) se nega a admitir a realidade: superlotação é a regra na rede pública paulista. Ao mesmo tempo, alega que a “reorganização”, ao separar os alunos por faixa etária, gerará ganhos pedagógicos. Só que de boas intenções o inferno está cheio.
Por Antônio de Souza*, no Viomundo
Em defesa da liberdade de ensino e o aprendizado pleno nas escolas, a deputada Alice Portugal, vice-presidenta da Comissão de Educação da Câmara, condenou o projeto de lei do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), que pretende tipificar o crime de assédio ideológico nas escolas brasileiras.
As mudanças na educação estadual de São Paulo, anunciadas para entrar em vigor a partir do ano que vem, têm gerado muita polêmica. As escolas vão passar a ter apenas um tipo de ciclo de ensino em cada unidade, entenda o caso.
Currículo Educativo para o Ensino Médio sobre Gênero, Sexualidades e Prevenção de Violências e seis planos de aulas complementares. Estes são os materiais pedagógicos disponibilizados, a partir de sexta-feira (24), para as escolas brasileiras. Elaborado pela ONU Mulheres no âmbito da campanha “Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, o currículo é uma proposta pedagógica para conscientizar meninos e meninas sobre o direito das mulheres de viver uma vida livre de violência.
A construção da Reforma Agrária Popular está entre os principais pontos defendidos por educadores e educadoras do campo do Rio Grande do Sul, no primeiro dia do Encontro Estadual de Educadores da Reforma Agrária, promovido pelo MST.