O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se prepara para julgar duas ações que pedem a cassação do presidente Jair Bolsonaro e de seu vice, Hamilton Mourão. Os processos – sobre abusos que desequilibraram a disputa de 2018, levando-os à eleição – devem ser incluídos na pauta assim que o Judiciário voltar do recesso, que dura todo o mês de julho.
A base do governo Bolsonaro diz que já há placar positivo para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara, mas temem levar a proposta à votação antes do recesso parlamentar. Para aprovar uma emenda constitucional, são necessários 308 votos – e os governistas falam no apoio de 325 a 335 parlamentares. Essa folga dependeria, dizem, de ajustes no texto que os líderes partidários pediram ao relator Samuel Moreira (PSDB-SP) e da prometida liberação de R$ 40 milhões para cada deputado favorável.
Em seis meses na Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) coleciona derrotas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. As medidas econômicas de seu governo até tramitam no Legislativo, apesar das dificuldades na relação do Planalto com o Congresso. Em compensação, deputados e senadores têm resistido à pauta mais identificada com o discurso de campanha de Bolsonaro. Até o momento, todos os projetos dessa “agenda genuinamente bolsonarista” foram esnobados.
Em conferências na Europa, me perguntaram como se explica eleitores brasileiros preferirem eleger presidente da República um homem notoriamente defensor da tortura, da homofobia, das milícias, do machismo e da ditadura. Como entender que a maioria tenha escolhido um candidato que considera mais importante armar a população do que reduzir a desigualdade social. Por que os eleitores não preferiram Haddad, Alckmin, Meirelles, Ciro ou Álvaro Dias?
Por Frei Betto*
O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido na semana passada da Secretaria de Governo da Presidência da República, não poupa críticas à gestão Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista à revista Época, o militar acusa o Planalto de se perder pela “falta de foco” e menosprezar os projetos de interesse nacional. “Todo dia tem uma bobagem”, resume Santos Cruz, que também acusou a “guerra de baixarias”.
Sem citar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) nem qualquer membro do governo, o general Juarez Aparecido de Paula Cunha anunciou, nesta quarta-feira (19), no Twitter, sua saída da presidência da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Na semana passada, Bolsonaro afirmou que demitira o general do posto porque ele “agiu como um sindicalista” ao contestar a privatização da estatal.
Por André Cintra
Jair Bolsonaro retomou a ofensiva ou pratica fuga para frente? É uma questão importante para se perceber as possibilidades da oposição na conjuntura.
Por Gilberto Maringoni, no Outras Palavras
Há quem creia na Lei do Retorno. Um moço judeu, por nome Joshua, fundador de religião então nova, já alertava para isso: “Não faça aos outros o que não quer que façam a você”. Os tão religiosos ministro Sérgio Moro e procurador Deltan PowerPoint , por seus explícitos enlaces com o credo do moço crucificado, deveriam estar atentos a tão precioso ensinamento.
Elder Vieira*
Diante do atual contexto nacional, Jerry disse apostar na consolidação de ações de incentivo ao trabalho científico para contornar o que chamou de retorno à idade das trevas
Para o deputado, a atual proposta de Reforma da Previdência favorecerá banqueiros, deixando que os mais pobres arquem com a consequências
Gritos, xingamentos e agressões marcaram o final da audiência pública conjunta entre as comissões de Educação e de Trabalho, Administração e Serviço Público, nesta quarta-feira (22), que debateu, mais uma vez, os cortes na educação do país. O tumulto começou quando a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) pediu que os representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) falassem durante a reunião.
Por Christiane Peres, do PCdoB na Câmara
O cineasta espanhol Pedro Almodóvar concorre à Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes com seu mais novo filme, 'Dor e Glória'. Em conversa com a imprensa na Riviera Francesa, o diretor falou sobre a trama, baseada em fatos de sua própria vida, mas também de suas fontes de inspiração, entre elas o Brasil. Ele teceu vários elogios aos brasileiros, mas lamentou o que qualificou de 'etapa difícil' a fase pela qual o país atravessa.