Moro tem sido alvo de uma série de acusações, depois que mensagens apontaram a parcialidade de sua atuação como juiz da Lava Jato
Evento reuniu o ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, e parlamentares do Senado e da Câmara Federal
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não é apenas o gestor do Programa Nacional de Desestatização (PND). No governo Bolsonaro, a diretiva é usar a instituição para acelerar as privatizações, com foco inicial na venda de ativos nos quais a União tem fatia minoritária. De cara, o BNDES quer entregar à iniciativa privada partes de sua participação no IRBBrasilRe e na Vale.
O ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro, segue acumulando cobertura negativa no exterior. O tom geral nas matérias da grande mídia estrangeira é de decepção e indignação com o ex-juiz depois das mensagens reveladas pelo jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil.
Um manifesto assinado por cinco ex-ministros da Cultura denuncia com veemência os retrocessos da política cultural do governo Jair Bolsonaro. Segundo o texto, a gestão é marcada pela “desvalorização e hostilização à cultura brasileira”. O manifesto foi divulgado nesta terça-feira (2), em reunião no Institutos de Estudos Avançados da USP, em São Paulo, com a participação de Juca Ferreira, Marcelo Calero, Marta Suplicy, Francisco Weffort e Luiz Roberto Nascimento Silva.
Em 2016, às vésperas do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, um dos principais empresários do País declarou que, “encerrado esse capítulo e iniciado o novo ciclo, o Brasil vai ‘bombar’ de novo”. Para o arrogante presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, a mera saída do PT do governo já atrairia investimentos da iniciativa privada: “Seria instantâneo”, disse ele à BBC. Nada disso, porém, ocorreu: os investimentos não voltaram, a economia estagnou e a indústria nacional não para de regredir.
A maioria dos brasileiros discorda do governo Jair Bolsonaro (PSL) e rejeita a privatização das grandes empresas estatais, como a Petrobras e os Correios. É o que aponta um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (1/7).
A produção da indústria nacional recuou 0,2% em maio, na comparação com abril, conforme a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (2) pelo IBGE. O setor industrial acumula queda de 0,7% nos primeiros cinco meses de 2019 – o que sinaliza um ciclo recessivo sob o governo Jair Bolsonaro (PSL).
Eleito presidente do Brasil impulsionado pela onda antissistema e com a promessa de acabar com o chamado “toma-lá-dá-cá”, Jair Bolsonaro (PSL) traiu a promessa e o discurso. Seus primeiros seis meses de gestão mostram que o fisiologismo corres solto na base bolsonarista. É o caso explícito de uma oferta concretizada na semana passada: o pagamento imediato de R$ 10 milhões em emendas extras para cada deputado federal, em troca de apoio à reforma da Previdência.
Deveriam ter ficado, para sempre, as lições para não se brincar com a democracia, para não se utilizar da tática de criação do “inimigo interno”, de demonização da política, de destruição do passado em nome de uma nova ordem fundada no ódio, porque nascida de um discurso de ódio.
Por Luis Nassif
Nos primeiros seis meses de 2019, os habitantes do Nordeste e os brasileiros de menor renda foram os que mais desembarcaram do apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). É o que aponta a pesquisa Ibope divulgada na semana passada, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em relação ao penúltimo levantamento do Ibope, em abril, três a cada dez nordestinos que apoiavam Bolsonaro pularam do barco. Hoje, apenas 17% dos moradores da região consideram a gestão boa ou ótima.
Ao oferecer o projeto anticrime – o que, desde o nome, causa estranheza, uma vez que não existe projeto abertamente a favor do crime –, o ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro propõe instituir no Brasil o plea bargain. Trata-se de um acordo com a acusação (Ministério Público) e acusado em ações penais, no qual o réu abre mão de sua defesa em troca de “benefícios”, como a atenuação no número ou na gravidade das denúncias e a redução da pena recomendada.
Por Renan Bohus*